Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 22/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 22/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 22/10 09h36 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Karim Aïnouz: "Sonho que meu filme mostre o lado tóxico do patriarcado"

Karim Aïnouz: O cineasta brasileiro Karim Aïnouz apresenta seu filma na seleção Um Certo Olhar do Festival de Cannes REUTERS/Stephane Mahe

O Brasil participa da competição Um Certo Olhar (Un Certain Regard) com o filme “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”. A adaptação do livro homônimo de Martha Batalha é dirigida por Karim Aïnouz. Em entrevista exclusiva à RFI, o cineasta fala sobre o projeto que, apesar de ser um drama de família, ganha ares políticos no momento atual do Brasil.

Enviado especial a Cannes

A trama é apresentada no exterior como um melodrama tropical. Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 1950, ele conta a história de duas irmãs separadas pelo destino.

“O filme fala de um tema absolutamente universal que é a solidariedade” explica o diretor cearense. “Mas ao mesmo tempo, era muito importante que ele transpirasse um certo DNA brasileiro. Que fosse um filme que a gente visse e soubesse que é universal, mas que só poderia se passar em um lugar do mundo”.

Esse DNA brasileiro vem, entre outras coisas, das belas imagens do Rio de Janeiro de época, como o diretor já mostrou que sabe criar desde “Madama Satã”, filme que o revelou para o mundo em 2002, também no festival de Cannes. Mas a cor local aparece também no retrato de uma sociedade brasileira dividida entre tradições europeias e ritmos locais e um certo conservadorismo ilustrado principalmente pelo papel da mulher na sociedade.

As personagens principais sofrem durante toda a história da opressão masculina, seja por parte dos pais, dos maridos ou dos colegas de trabalho. “Tem sempre uma dimensão política”, afirma Aïnouz. “No caso desse filme, meu sonho é que ele consiga falar do patriarcado e o quão tóxico ele pode ser”, continua, defendendo que se uma revolução deve acontecer, ela será feminina, em contrapartida aos “desastres que o patriarcado causou e vem causando no mundo”.

Retorno da intolerância no Brasil

Aïnouz vive atualmente em Berlim, mas acompanha de perto a atualidade brasileira. Questionado sobre os anúncios de possíveis cortes no orçamento da cultura, o diretor é crítico, mas lembra que o problema no país é muito mais profundo.  

“Tem uma questão anterior, que é a da intolerância. O Brasil está atravessando uma fase onde a intolerância e um certo conservadorismo estão pautando as agendas e isso pode ser muito prejudicial para a cultura, pois a cultura é justamente o lugar da invenção, do sonho e de novas possibilidades”, comenta. Mas Aïnouz prefere ser otimista. “A gente passa por um momento muito delicado. Mas a imaginação que a gente tem, como país, é muito maior do que isso”, finaliza.

Assista a entrevista completa abaixo.


Sobre o mesmo assunto

  • Cannes/Futebol

    Cannes: Diretor de filme sobre Senna conta vida de Maradona em documentário

    Saiba mais

  • Cannes

    Homenageado em Cannes, Alain Delon desmente acusações de assédio sexual

    Saiba mais

  • Cinema/Cannes/Brasil

    Cannes: Almodóvar faz declaração de amor ao Brasil e lamenta situação atual do país

    Saiba mais

  • Um pulo em Paris

    “Pedintes de smoking” encarnam o lado B do Festival de Cannes

    Saiba mais

  • Cultura

    Com jurados brasileiros, "Queer Palm" chega na sua 10ª edição em Cannes

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.