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Brasil

“Maré humana contra Bolsonaro”: imprensa internacional reage aos protestos pela educação

media Protesto nas ruas do Rio de Janeiro. 15/05/19 REUTERS/Ricardo Morae

As manifestações de quarta-feira (15) que reuniram milhares de estudantes, profissionais da educação e apoiadores contra o corte de verbas nas universidades no Brasil foram destaque em diversas mídias francesas. O site de notícias FranceInfo classificou o movimento de “primeira grande insurreição contra o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro”.

Um vídeo em especial circulou por diversos sites, chamando a atenção sobretudo para a “maré humana” que invadiu as ruas de diversas cidades brasileiras. “Nosso presidente, Jair Bolsonaro, começou a atacar os cursos de filosofia, de sociologia e de ciências sociais, porque ele quer cidadãos que não pensem. Querem transformar a população em uma massa manipulada”, diz um dos manifestantes entrevistado pelo canal France 2. “Alguns dizem que seis meses é pouco para governar, mas já é suficiente para estragar. Para fazer essas covardias com o aposentado, com o professor e com o trabalhador”, critica um outro participante do protesto.

 “Brasil: A resistência exemplar das faculdades contra Jair Bolsonaro” é o título da matéria do jornal de esquerda L’humanité, escrita pela jornalista Lina Sankari. “Bolsonaro teria preferido não encontrar uma pessoa sequer. Na segunda-feira [6], enquanto visitava o colégio militar Pedro II, no Rio de Janeiro, o presidente de extrema direita teve de contornar os estudantes que manifestavam contra os cortes orçamentários anunciados para todos os estabelecimentos que dependem diretamente do governo federal”, escreve a repórter.

“Idiotas úteis”

O jornal Le Monde deu destaque ao comentário de Bolsonaro, de passagem pelo Texas, onde vai receber um prêmio da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, dizendo que os manifestantes eram “idiotas úteis” e “massa de manobra”. De acordo com Le Monde, a fala foi recebida com “fúria” nas redes sociais.

Já o espanhol El País publicou uma matéria escrita por Beatriz Jucá e Naiara Galarraga Gortázar sobre os protestos. “O que disse Bolsonaro é absurdo, uma ofensa a nós, que temos saído às ruas. Ele quer acabar com o país e não tem nenhum respeito”, afirma ao diário a bibliotecária Vanessa Martins, em meio à marcha na Avenida Paulista, em São Paulo.

“Os protestos, que começaram nas redes sociais em confronto direto aos ‘bolsonaristas’ que dominam esse meio, se transferiram às ruas na semana passada com uma pequena manifestação diante do MASP, mas nesta quarta-feira várias pessoas invadiram as ruas de algumas das principais cidades do país”, escrevem as repórteres do El País.

Situação precária

O Financial Times também deu cobertura às manifestações. “Hoje é o começo de uma grande oposição a Bolsonaro”, disse Marianna Dias, presidente da União Nacional dos Estudantes, entrevistada pela publicação. “É a primeira greve do tipo, a primeira mobilização massiva em todo o Brasil. Hoje ele não conseguirá dormir com o barulho dos estudantes defendendo a educação.”

“Os protestos no Rio de Janeiro se tornaram violentos quando a polícia dispersou com gás lacrimogêneo e granadas os manifestantes, que responderam colocando fogo num ônibus”, escreve o britânico The Guardian. “Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, estudantes disseram que as condições no campus já são terríveis. Letícia Ferreira, uma estudante de Artes Plásticas, disse que sua sala de aula inundava quando chovia e que a eletricidade caía quando eles ligavam o ventilador”. O jornal conclui afirmando que Bolsonaro e seus apoiadores declararam guerra contra a “doutrinação” da esquerda.

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