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Brasil

Imprensa francesa destaca apoio incondicional e concessões de Bolsonaro a Trump

media Jair Bolsonaro (à esquerda) e Donald Trump se cumprimentam na Casa Branca, em Washington. REUTERS/Kevin Lamarque

A imprensa francesa analisa nesta quarta-feira (20) a visita oficial de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. O jornal conservador Le Figaro, que publica uma grande matéria sobre o tema, diz que o presidente brasileiro cultiva "sem complexo" – o que também pode ser interpretado como sem espírito crítico – as semelhanças com seu modelo da Casa Branca.

O texto é assinado pelo correspondente do diário em Washington, Philippe Gélie, que cobriu o encontro de Bolsonaro com Donald Trump. Segundo ele, não é todo dia que Trump tem direito a uma demonstração pública de cumplicidade tão grande, vinda de um dirigente estrangeiro. "Bolsonaro exibia com orgulho o crachá de Trump dos trópicos", relata. Afinados, os dois dirigentes afirmaram compartilhar a mesma ideologia.

O novo presidente brasileiro, tal como um espelho lisonjeador, se alinhou de maneira incondicional com as posições domésticas, regionais e internacionais de Trump, comemorou um conselheiro da Casa Branca ouvido pelo jornalista francês após a entrevista coletiva dos dois líderes. Bolsonaro é um pró-americano sem complexos, aplaudiu o colaborador de Trump. O brasileiro critica a Venezeuela, Cuba e o papel da China, que endivida os países da região. Ele derruba vários tabus e quer ser o melhor aliado dos Estados Unidos na América Latina, diz o conselheiro que não foi identificado pelo jornal.     

Um conselheiro de segurança, também entrevistado pelo Le Figaro, diz que a visita marca realmente um recomeço nas relações bilaterais entre os dois países. Brasil e Estados Unidos nunca concretizaram o potencial que representa a aproximação entre as duas maiores economias do continente. Agora, temos um verdadeiro aliado, salienta o funcionário.

Mas a imprensa americana foi cética e ironizou o encontro: "O aprendiz recebido pelo mestre", destacou a Bloomberg. "A cúpula da extrema direita", disse o Washigton Post, informou Le Figaro. O diário francês aponta que os holofotes da Casa Branca devem apagar a péssima impressão deixada por Bolsonaro em Davos, onde seu discurso brilhou, principalmente, por suas banalidades.

Concessões

O Le Monde também enviou seu correspondente, Gilles Paris, para cobrir o encontro entre Trump e Bolsonaro em Washington. O jornal vespertino faz a mesma constatação: os dois líderes exibiram suas convergências.

Desde que chegou ao poder, o brasileiro demonstra um pró-americanismo ferrenho, que diverge com a diplomacia usual de seu país. Le Monde também diz que Bolsonaro não economizou elogios ao americano, ressaltando que a admiraçao dele pelos Estados Unidos ficou ainda mais forte com a eleição de Trump. Ele também disse acreditar piamente na reeleição de Trump em 2020.

Os dois jornais franceses informam os resultados positivos do encontro e os anúncios sobre o Brasil na OTAN e na OCDE, destacando as concessões que Bolsonaro se dispôs a fazer para manter essa relação privilegiada com Trump. Os respectivos correspondentes destacam ainda a visita inesperada do presidente brasileiro à CIA, apesar do papel controverso que a agência de inteligência americana teve na América Latina.

Antes de Bolsonaro, a última dirigente brasileira a visitar os Estados Unidos foi Dilma Rousseff, que tinha adiado a viagem duas vezes depois da descoberta de que tinha sido espionada pela agência nacional de segurança NSA, lembra Le Monde. A visita à CIA é um dos gestos de submissão mais explícitos, criticou o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, nas páginas do Le Figaro.

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