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Brasil

Trump: Brasil será parceiro contra ‘ditadura na Venezuela’

media Jair Bolsonaro entrega uma camisa 10 da seleção brasileira ao presidente norte-americano, Donald Trump, em 19 de março de 2019. REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recebeu nesta terça-feira (19) na Casa Branca seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, elogiou os esforços do Brasil para enviar ajuda humanitária à Venezuela e anunciou que os dois países se empenharão em reduzir suas barreiras comerciais.

Trump também declarou apoio à entrada do Brasil na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris. Evocando uma "reunião maravilhosa", o presidente norte-americano acrescentou que estava considerando incluir o Brasil na lista de principais aliados dos Estados Unidos, ou mesmo na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) com um status especial.

"Vamos olhar isso muito intensamente para isso da OTAN ou algo relacionado a uma aliança", indicou Trump no início da reunião, aproveitando a presença de jornalistas que ainda estavam presentes no Salão Oval da Casa Branca.

A Colômbia tornou-se o único país da América Latina a aderir em 2018 à OTAN com o status de "parceiro global". Concretamente, isso significa que o país não seria necessariamente obrigado a tomar parte de uma ação militar conjunta, sendo que os membros de pleno direito da organização são vinculados por uma cláusula de solidariedade mútua em questões de defesa.

Cumplicidade e troca de elogios

Unidos na denúncia de "Fake News", Donald Trump e Jair Bolsonaro, um de seus mais ardentes admiradores, mostraram sua cumplicidade nesta terça-feira (19) na Casa Branca, elogiando a proximidade sem precedentes entre os Estados Unidos e o Brasil. "Você está fazendo um trabalho fantástico, juntou seu país", disse o presidente dos Estados Unidos. "Quero declarar minha admiração e gratidão ao presidente Trump", disse o presidente brasileiro, dizendo acreditar que o bilionário seria reeleito em 2020.

"O Brasil e os Estados Unidos nunca estiveram tão próximos", disse Trump, elogiando a campanha eleitoral liderada por Bolsonaro. Além de uma paixão comum por tweets e um gosto reivindicado por provocação, o ex-magnata do setor imobiliário e o ex-paraquedista se encontram em uníssono em muitos tópicos, da rejeição ao multilateralismo à denúncia do acordo climático de Paris.

Sem surpresa, os dois homens demonstraram sua visão comum sobre a Venezuela, colocando ainda mais pressão sobre o presidente Nicolas Maduro, cuja partida eles têm pressionado desde que reconheceram o adversário Juan Guaido como presidente interino. "Pedimos aos militares venezuelanos que acabem com seu apoio a Maduro", disse Trump novamente, citando possíveis sanções "muito mais duras" que poderiam ser impostas contra Caracas.

"Todas as opções estão na mesa", disse o presidente norte-americano, embora permaneça evasivo em uma possível intervenção militar. "O que está acontecendo na Venezuela é vergonhoso". Antes, em frente aos jornalistas, os dois trocaram camisas dos times de futebol de seu país: "Ainda me lembro de Pelé", disse Trump, elogiando as qualidades da Seleção Brasileira.

(Com informações da AFP)

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