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Brasil

Massacre em escola de Suzano lança debate sobre posse de armas no Brasil, diz imprensa francesa

media Jornais franceses desta quinta-feira(14), dizem que o massacre na escola de Suzano relança o debate sobre o porte de armas no Brasil. Rovena Rosa/Agência Brasil/ Fotomontagem RFI

Os jornais franceses desta quinta-feira (14) destacam que o massacre na escola de Suzano relança o debate sobre o posse de armas no Brasil. Dois diários abordam o tiroteio na escola estadual Raul Brasil, na periferia de São Paulo, nesta quarta-feira (13), que deixou oito mortos.

Os dois atiradores mataram oito pessoas antes de se suicidarem na quarta-feira (13) de manhã. Os dois jornais franceses descrevem o massacre em detalhes. O Le Figaro lembra que ataques como esses são raros nas escolas brasileiras. O último aconteceu em 2011 no Rio, quando um ex-aluno matou a tiros 12 crianças.

O jornal conservador ressalta que o novo tiroteio acontece pouco tempo depois de o presidente Jair Bolsonaro anunciar a flexibilização, em janeiro, da posse de armas no Brasil, cumprindo uma promessa de campanha. Um tema que provoca muita polêmica no país, onde a taxa de criminalidade é muito alta. O Brasil tem sete homicídios por hora, segundo o Le Figaro, que cita o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2016.

A correspondente do Le Monde em São Paulo, Claire Gatinois, diz que, em poucas horas, as condolências das autoridades ficaram para trás devido a "recuperação política" do massacre. O artigo diz que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi uma das primeiras a reagir e a condenar, sem nomear Bolsonaro, um discurso que estimula a violência. O PT também denuncia a liberalização da posse de armas e afirma que o Brasil precisa de paz.

Redução da maioridade penal

Rapidamente, os partidários do presidente lançaram uma contraofensiva aos discursos atribuídos aos militantes de esquerda. O Le Monde cita a declaração do filho mais velho de Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro.

De acordo com ele, o massacre foi provocado “mais uma vez” por um menor e “atesta o fracasso do infeliz estatuto de desarmamento” ainda em vigor. O jornal liberal analisa que essa afirmação é uma maneira de forçar a revogação da lei sobre o desarmamento decidida durante o governo Lula, detestado pela família Bolsonaro, e de obter a redução da maioridade penal para 16 anos, outro tema defendido pelo presidente.

Para os defensores das armas, o debate está encerrado, escreve o Le Monde. Os aliados de Bolsonaro da chamada “bancada da bala” garantem que a proibição do uso de armas não melhorou o cotidiano violento dos brasileiros. Pelo contrário, apenas fragilizou os “cidadãos do bem”, incapazes de se defender.

Essa teoria é contestada pelo estudo "Mapa da Violência" publicado em 2015, aponta a matéria. Ele indica que, apesar da lei do desarmamento não ter diminuído o número de assassinatos no país, ela freou o crescimento exponencial dos crimes, impedindo a morte de mais de 113 mil pessoas em dez anos.

Por enquanto, a origem da arma utilizada pelos dois jovens no massacre de Suzano é desconhecida, mas Jair Bolsonaro teme que o revólver usado no massacre tenha sido comprado após seu recente decreto flexibilizando o uso de armas, salienta o Le Monde.

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