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Brasil

Jornais franceses destacam elucidação dos assassinatos de Marielle e Anderson

media Texto do jornal Libération sobre prisão de dois suspeitos do duplo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Reprodução

A prisão dos dois ex-policiais suspeitos do duplo assasinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes é relatada pela imprensa francesa. A investigação deu um passo decisivo na terça-feira (12), faltando dois dias para o crime completar um ano, escreve o jornal Libération. A revista L'Express, o jornal Le Monde, a emissora de rádio e TV France Info, enfim, a grande imprensa francesa acompanha o desenrolar do caso.

"O policial militar reformado Ronie Lessa é suspeito de ter crivado de balas Marielle e Anderson no dia 14 de março de 2018. Já Elcio Vieira de Queiroz, que foi excluído da Polícia Militar, dirigia o veículo que perseguiu o carro onde estava Marielle Franco, depois de participar de uma reunião de militantes no centro do Rio", explica o jornal Libération, com base nas informações divulgadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

O diário lembra que Marielle Franco tinha 38 anos, era homossexual, nascida e criada na favela da Maré. "A vereadora eleita pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), uma formação de esquerda, tinha um forte compromisso de combate ao racismo, à homofobia e à violência policial", descreve. "Seu assassinato provocou uma onda de indignação global e manifestações em massa no Brasil", destaca.

Le Monde descreve Lessa, 48 anos, como um atirador de elite "considerado corajoso e habilidoso pela comunidade policial brasileira". "O homem era de fato um mercenário sem escrúpulos que, desde um ataque de carro-bomba que lhe custou uma perna em 2009, preferiu atirar sentado num carro", conta o vespertino. "Um soldado do crime, seguro de sua proteção, que poderia ser facilmente encontrado em um bar na Barra da Tijuca, no Rio, para fechar um 'contrato'", reporta. Lessa morava no mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro possui uma casa, e um de seus filhos, Flavio, é suspeito de conexão com as milícias, detalha Le Monde. "Mas, de acordo com a polícia brasileira, isto é apenas uma coincidência", ressalta o jornal.

Impunidade

O governo conservador do ex-presidente Michel Temer prometeu concluir a investigação. "Mas foi preciso aguardar um ano, em um país onde a esmagadora maioria dos homicídios permanece impune, para esclarecer parcialmente o caso", afirma a reportagem. Uma vez que o crime foi meticulosamente planejado durante os três meses que antecederam a execução, além da prisão dos supostos autores, a questão da identidade do(s) mandante(s) do "assassinato político" permanece em aberto, acrescenta Libération.

"O Rio de Janeiro tem sido confrontado nos últimos vinte anos com o fenômeno das milícias, grupos de policiais ou ex-policiais que dominam as favelas. Marielle Franco lutou arduamente contra a violência policial e a ação das milícias em áreas pobres da cidade", conclui o texto assinado por François Xavier Gomez. Para o primeiro aniversário de sua morte, na quinta-feira (14), muitos eventos estão sendo planejados em todo o país e no exterior.

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