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Brasil

Foliões explicam sucesso da fantasia de colete amarelo no Carnaval

media Ana Karenina Riehl e Leonardo Amatuzzi saíram no bloco do Boi Tolo, no Rio de Janeiro, fantasiados de coletes amarelos. Arquivo pessoal Facebook

O símbolo do movimento social e político que há quase quatro meses invadiu as ruas na França foi transportado para o Carnaval no Brasil. Em várias cidades, foliões saíram em blocos fantasiados com coletes amarelos e transmitiram suas mensagens políticas. Foi o caso da atriz e pesquisadora carioca Ana Karenina Riehl e de seu namorado, Leonardo Amatuzzi, arqueólogo do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

O bloco do Boi Tolo desfilou pelo centro do Rio com uma ala de coletes amarelos no domingo (3). Ana Karenina, Leonardo e mais uns dez a quinze amigos, segundo a atriz, acharam que "o visual ficaria bonito em contraste com outra ala que sai de azul". Mas não foi só a cor da fantasia que inspirou o grupo.

"Todos nós fomos na 'pilha' do movimento popular, auto-organizado. A gente sabe que a questão dos coletes amarelos na França é complexa. Mas a gente apoia movimentos populares, participamos de vários deles, e fomos com esta intenção de mostrar que não dá para dizer o que é e o que não é um colete amarelo", explicou Ana Karenina à RFI.

O casal segue a página "Sou Fã dos Franceses Porque Qualquer Coisa Eles Vão Lá e Queimam Carros" no Facebook, que conta com mais de 130 mil seguidores, e é um espaço de troca de ideias e informações sobre movimentos sociais.

Fantasia de colete amarelo virou tendência no Carnaval 2019. Arquivo pessoal Facebook

Fantasia e recado político

A pesquisadora em História da Cultura e das Artes na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro conta que todos escreveram ou desenharam mensagens nas costas, como fazem os manifestantes na França. "É claro que eu fiz uma piadinha, com alguns carrinhos pegando fogo no meu colete. Mas atrás [nas costas] eu colei o pano de um encontro latino-americano feminista em que eu fui sobre Marielle Franco", destacou. Seu namorado, Leonardo, colocou na parte de trás de seu colete amarelo um estêncil "O Museu Nacional vive", em referência ao incêndio que praticamente destruiu a instituição no ano passado.

Até pouco tempo atrás, o músico Otto von Motta Vieira seguia essa página na rede social. Ele também decorou seu colete amarelo com carrinhos incendiados para sair no Boi Tolo. O músico considera que o movimento social francês tem semelhanças, em alguns aspectos, com as manifestações de junho de 2013 no Brasil e a greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio do ano passado e organizada pelo Whatsapp. Otto segue a evolução dos coletes amarelos na França em podcasts de política internacional.

Movimento social francês inspirou carnavalescos. Arquivo pessoal Facebook
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