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Brasil

Para imprensa internacional, exoneração de Bebianno compromete reformas econômicas de Bolsonaro

media Imprensa europeia noticia primeira grande crise política do governo Bolsonaro apenas um mês e meio depois do início do mandato.. Reprodução títulos/ Foto:Fernando Frazão/Agência Brasil

A exoneração de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência e a nomeação do general da reserva Floriano Peixoto para o cargo, aumentando para oito em 22 o número de militares na cúpula do governo, tem repercussão na imprensa internacional.

A agência americana Bloomberg diz que a demissão de Bebianno lança incertezas sobre a aprovação das reformas econômicas no governo de Jair Bolsonaro. "O ex-ministro era um elo fundamental de negociação entre o Planalto e o Congresso", afirma a matéria. Em entrevista à Bloomberg News, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que a família do presidente deveria lavar a roupa suja em casa.

"Começam a se perguntar no exterior quem manda no Brasil e quanto durará o presidente Bolsonaro", escreve o colunista Juan Arias no El País. "A resposta poderia ser: governam muitos e ninguém. É que o capitão reformado Jair Bolsonaro, de extrema direita, eleito com 57 milhões de votos, praticamente ainda não começou a governar." O agora ex-ministro Bebianno é o mais novo personagem que pode assombrar o governo, acrescenta. "Soma-se a Queiroz, Adélio e ao ex-policial possivelmente envolvido no assassinato de Marielle Franco", resume o colunista espanhol

"Grande crise política", diz Le Monde

O jornal francês Le Monde informa que Bolsonaro demitiu um de seus principais ministros "para tentar pôr fim à primeira crise política de seu mandato, envolvendo um de seus filhos, Carlos, e a revelação de candidaturas laranjas no Partido Social Liberal (PSL), de extrema direita". A reportagem recorda que Bolsonaro aderiu ao PSL poucos meses antes da eleição. Bebianno era um de seus homens de confiança e, agora, ele é suspeito de criar um esquema de candidaturas de fachada que teriam desviado recursos públicos na campanha.

Essa "grande crise política" expôs as divisões no círculo próximo do presidente, com a mídia local relatando a preocupação do governo com a influência de seu filho Carlos, escreve o jornal Le Monde. Segundo filho do clã Bolsonaro, que conta ainda com um deputado e um senador, Carlos não tem função oficial em Brasília, exercendo apenas um mandato como vereador do Rio de Janeiro, acrescenta o texto. Essa crise pode ter impacto na aprovação da reforma da Previdência no Congresso, considerada fundamental para os empresários, observa a reportagem. A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a segunda-feira em baixa de 1,04% e o real se desvalorizou em relação ao dólar, conclui o Le Monde.

"Enxovalhado pela família Bolsonaro", diz jornal português

O jornal português Público escreve que "o caso dos deputados fantasmas para apropriação ilícita de fundos eleitorais levou ao afastamento do político que, nos últimos dias, tinha sido enxovalhado publicamente pela família Bolsonaro".

O diário português relata que o escândalo foi revelado pela Folha de S.Paulo e cita, como exemplo, o caso de uma candidata que, praticamente, não obteve votos, mas recebeu R$ 400 mil (€ 95,5 mil) de verbas públicas para a campanha.

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