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Brasil

Brumadinho resume “cinismo e cobiça” do setor do minério no Brasil, diz Le Monde

media Operações de busca após desmoronamento de barragem em Brumadinho REUTERS/Adriano Machado

O jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta segunda-feira (11) publica uma matéria de meia página sobre a tragédia de Brumadinho. A reportagem faz uma análise da situação do setor de minério no Brasil e aponta as falhas de segurança que teriam levado à catástrofe.

O texto começa relatando o susto dos moradores de Barão de Cocais no dia 8 de fevereiro ao serem acordados no meio da noite diante do risco de uma nova tragédia. “Cerca de 500 pessoas foram retiradas da região às pressas, ameaçadas pela barragem da mina de Gongo Soco, administrada pelo grupo Vale (...) Chocados, os moradores foram colocados em ginásios ou na casa de amigos e familiares, tremendo diante da ideia de terem escapado de uma nova tragédia como a de Brumadinho”, escreve a correspondente do jornal no Brasil.

A reportagem lembra que a tragédia de 25 de janeiro, que deixou mais de 150 mortos, foi um “drama humano, social e ecológico”, que aconteceu pouco mais de três anos após um outro desastre similar, quando a cidade de Mariana viu desmoronar a barragem da Samarco, empresa gerada pela Vale e pela BHP Billinton. A catástrofe deixou 19 mortos e fez estragos incalculáveis no meio ambiente, conta o texto.

A jornalista entrevistou Carlos Barreira Martinez, especialista em segurança de barragens e professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo ele, estudos já haviam alertado para o risco de acidente em Brumadinho e, no caso da Vale, a mineradora sabia que a barragem iria ceder e não teria feito nada para impedir. “É um crime vergonhoso”, diz o especialista nas páginas do Le Monde.

Indenizações e imagem arranhada

“Após ter despencado na bolsa de valores, a justiça está exigindo que R$ 11 bilhões da Vale sejam bloqueados, prevendo as indenizações para as vítimas da tragédia de Brumadinho”, relata o texto. E mesmo se o grupo, primeiro produtor mundial de ferro, conta com um exército de advogados que podem enfrentar as consequências financeiras do drama, “sua imagem está manchada para sempre”.

Mas segundo o texto, intitulado “cinismo e cobiça a céu aberto”, a mineradora, que foi privatizada em 1997, não é a única culpada nessa história. A reportagem lembra que a Agência Nacional de Mineração, órgão federal encarregado de controlar as 790 barragens de dejetos das mineradoras, teria falhado em sua missão por causa de cortes de orçamento. Le Monde se baseia em dados fornecidos pela ONG Greenpeace, que afirma que apenas 3% das barragens declaradas no Brasil foram corretamente vistoriadas pelas autoridades.

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