Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 24/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 24/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 24/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 24/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 24/06 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 24/06 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/06 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Brasil

Gigante mineradora Vale está em plena crise, diz Le Figaro

media O suplemento econômico do jornal Le Figaro fala sobre a crise na Vale apos a tragédia de Brumadinho Fotomontagem RFI

O suplemento econômico do jornal conservador Le Figaro analisa nesta segunda-feira (4), a situação atual da Vale. “A tragédia de Brumadinho provocou uma desvalorização de 25% na Bolsa e isso vai pesar nos resultados”, diz a reportagem.

Le Figaro conta que, algumas horas após a tragédia de Brumadinho, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, apareceu abatido diante da imprensa. “Não sabemos o que aconteceu”, ele admitiu. No dia 25 de janeiro, a barragem do Córrego do Feijão, perto de Brumadinho, cedeu, liberando milhões de toneladas de resíduos de minérios. O custo humano da tragédia é de quase 350 pessoas, entre mortos e desaparecidos.

A catástrofe acontece três anos depois de outra tragédia similar, em Mariana, também envolvendo uma barragem da Vale que cedeu e matou 19 pessoas. Este havia sido, até então, o maior desastre ecológico do Brasil.

Depois da tragédia, as ações na Bolsa despencaram 24,5%, com prejuízo de quase US$ 20 bilhões. “Nunca se viu isso antes na Bolsa de São Paulo”, exclama Le Figaro. A agência de notação Fitch baixou a nota da Vale, ações coletivas foram iniciadas em Nova York e a justiça bloqueou US$ 3 bilhões da empresa.

“Um cenário negro para a empresa, ex-Vale do Rio Doce, fundada em 1942 pelo presidente-ditador Getúlio Vargas”, explica Le Figaro. O diário também lembra que a empresa estendeu suas atividades no setor de energia, logística e transportes. Com 76 mil funcionários e US$ 34 milhões em faturamento, a multinacional era a terceira maior empresa brasileira antes da catástrofe.

“Nunca mais haverá Marianas”, prometeu Fabio Schvartsman em 2017, quando assumiu a presidência da Vale. Mas, lembra o suplemento econômico, a empresa manteve em atividade, como muitas outras do setor, a maior parte dessas barragens, apesar dos riscos conhecidos. “Um sistema antigo de retenção de dejetos, barato mas perigoso, proibido no Chile”, explica Le Figaro.

Imagem do capitalismo brasileiro

Para o jornal francês, a Vale, privatizada em 1997, era há muito tempo a imagem do capitalismo brasileiro, onde interesses públicos e privados se confundem. “A Vale gastou milhões para eleger políticos amigos que bloquearam projetos que visavam reforçar a segurança das barragens”, diz a matéria.“A dupla tragédia mostra que a direção da empresa não tomou medidas necessárias para evitar a catástrofe”, diz Fabio Silveiro, da consultoria MacroSector. “A Vale será punida durante dois, três, quatro anos pelos mercados”, diz Silveiro.

Le Figaro explica que o fechamento de barragens em Minas Gerais vai acelerar as atividades da Vale no norte do país, especialmente no “gigantesco complexo de Carajás”, onde o minério é de melhor qualidade e mais rentável”.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.