Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/02 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/02 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 17/02 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 17/02 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 17/02 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 17/02 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Brasil

Declarações de esposa de Marielle sobre Bolsonaro dividem internautas da RFI

media Mônica Benício, esposa de Marielle Franco, foi entrevistada pela rádio francesa France Info. Reprodução Facebook RFI Brasil

A RFI registrou uma forte repercussão em uma matéria publicada na última segunda-feira (21), na qual Mônica Benício, esposa da vereadora Marielle Franco, denuncia o silêncio do presidente Jair Bolsonaro sobre o assassinato. A publicação contabilizou mais de 100 mil compartilhamentos e centenas de comentários, demonstrando a comoção do público com o assunto.

"Silêncio de Bolsonaro o torna cúmplice da morte de Marielle, diz companheira para rádio francesa" é o título da matéria que mobilizou milhares de internautas e seguidores da RFI. Mônica Benício concedeu uma entrevista à rádio France Info criticando a demora das autoridades brasileiras em elucidar o crime.

Vereadora do PSOL no Rio de Janeiro, Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018, depois de ter participado de um debate na Casa das Pretas, no centro da capital fluminense. O motorista que a conduzia, Anderson Gomes, também foi morto. Eles foram alvejados a tiros diante de câmeras de segurança.

Após dez meses de inquérito, ao menos cinco suspeitos foram detidos na última terça-feira (22), entre eles o major Ronald Paulo Alves Pereira e o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras. Ambos foram homenageados em 2003 e 2004 na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) por indicação de Flávio Bolsonaro, que na época exercia mandato de deputado estadual. O pai de Flávio, o atual presidente Jair Bolsonaro, que na época do assassinato estava em campanha eleitoral, sempre se recusou a se manifestar sobre o caso.

“Um presidente, um homem que está no principal cargo de poder, não se manifestar a respeito de um dos assassinatos políticos mais violentos da história do país, é no mínimo conivente”, disse Mônica Benício à France Info. Segundo ela, esse silêncio o torna “cúmplice” do assassinato da vereadora carioca.

Reações dos internautas

Na página da RFI no Facebook, os comentários variam entre o apoio às declarações da esposa de Marielle Franco e o amparo ao silêncio de Bolsonaro. "O que um Presidente eleito tem a ver com um assassinato, no período que ele era um Deputado federal? Que justiça seja feita pelas autoridades competentes", escreve um internauta.

"Imaginem o que é ter sido assessora de uma mulher de luta, que defendia os direitos humanos para a população pobre do Rio, que apoiava as famílias de policiais assassinados. Imaginem o tipo de pessoa que encomendou o assassinato dela - e de quebra do motorista - e que lançou #FakeNews sobre ela nas redes sociais. Imaginem o que é ver o filhinho do juiz que virou governador do Rio, quebrar aos socos a placa de rua com nome da #MarielleFranco. Imaginem que o filho do #Mito homenageou na Alerj dois milicianos investigados no caso. Imaginem o que a única sobrevivente do caso está passando", publicou outra leitora.

Muitos internautas também afirmam que o ataque contra Bolsonaro durante sua campanha, em Juiz de Fora (MG), não causou a comoção que deveria. Outros leitores questionam a veracidade da agressão ao então candidato do PSL ou lembram que toda a classe política brasileira a condenou, na época em que ocorreu.

Comentários dos internautas da RFI em matéria sobre silêncio de Bolsonaro sobre o assassinato de Marielle. Reprodução/Facebook RFI Brasil

Revelações da imprensa brasileira

A matéria também teve forte repercussão porque a imprensa brasileira revelou nesta semana que a mãe e a mulher do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega foram lotadas no gabinete do então deputado estadual Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. O filho do presidente diz não ter sido responsável pelas nomeações.

"Será que ele está envolvido até o pescoço com os milicianos do Rio? Será que vão descobrir quem está por trás da fakeada do Minto, ou mito como queiram...", ironiza um seguidor da RFI no Facebook.

As investigações sobre o assassinato da vereadora carioca apontam que os dois principais suspeitos, que seguem foragidos, são apontados como os líderes de uma organização especializada em assassinatos por encomenda. Entre os principais clientes do grupo, haveria diversos políticos.

Internautas discutem matéria em que esposa de Marielle critica Jair Bolsonaro. Reprodução/Facebook RFI Brasil

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.