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Brasil

Em Davos, Bolsonaro reconhece Guaidó como presidente interino da Venezuela

media Bolsonaro anulou coletiva de imprensa e reconheceu Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela REUTERS/Arnd Wiegmann

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro surpreendeu os organizadores do Fórum Econômico Mundial de Davos nesta segunda-feira (23), ao anular uma entrevista coletiva prevista para esta tarde. Cerca de meia hora antes do compromisso, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto enviou aos jornalistas brasileiros uma nova agenda do chefe de Estado, onde não havia menção ao diálogo com a imprensa. Mais tarde, Bolsonaro reconheceu Juan Guaidó como presidente interino venezuelano.

Com informações de Vivian Oswald, enviada especial a Davos

Os organizadores do Fórum não foram avisados e os letreiros luminosos da sala de imprensa ainda anunciavam com destaque a entrevista que teria lugar na Issue Briefing Room. As placas com os nomes do presidente e dos seus ministros permaneceram sobre a mesa vazia da sala que havia sido organizada para o evento desde duas horas antes. Segundo o ministro do Gabinete Institucional (GSI), Augusto Heleno, o motivo do cancelamento “foi cansaço, nada além disso”.

De acordo com um representante do Fórum, a anulação teria acontecido em função do "comportamento antiprofissional da imprensa" ao longo do evento. Mais cedo, o presidente havia sido perguntado por jornalistas brasileiros sobre as declarações que dera em entrevista à agência de notícias Bloomberg. Bolsonaro afirmou que, se o senador Flávio Bolsonaro, seu filho mais velho, “errou e se isso ficar provado, ele terá de pagar pelos atos dele”. Em resposta, Bolsonaro desconversou e disse apenas "Bom dia, Brasil”.

No final do dia, enquanto participava de um jantar com líderes latino-americanos, Bolsonaro foi avisado de que o chefe da Assembleia Popular da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino do país. O Itamaraty publicou uma nota, anunciando que o Brasil reconhecia Guaidó como presidente venezuelano.

O Brasil também, via Itamaraty, acabou de emitir uma nota reconhecendo Juan Guaidó como presidente da Venezuela. Nós daremos todo o apoio político necessário para que esse processo siga seu destino”, disse Bolsonaro, que estava acompanhado do presidente da Colômbia, Iván Duque. “A Colômbia reconhece Juan Guaidó como presidente da Venezuela, e acompanha esse processo de transição à democracia para que o povo venezuelano se libere da ditadura”, declarou Duque.

Multilateralismo foi protagonista em Davos

O multilateralismo foi o grande tema dessa quarta-feira (23) no Fórum Mundial Econômico de Davos. A doutrina multilateral, em oposição ao recuo protecionista de diversos países, incluindo os Estados Unidos de Donald Trump, foi exaltada pela chanceler alemã, Angela Merkel, pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e pelo vice-presidente chinês, Wang Qisha.

"Peço a todos que retomem a confiança no sistema de comércio internacional", disse Shinzo Abe em seu discurso, afirmando que Europa, Japão e Estados Unidos deveriam "unir forças" para rever as regras do livre-comércio. O primeiro-ministro japonês, cujo país preside o G20 este ano, quer "recuperar o otimismo" em um contexto pessimista em Davos, devido à desaceleração da economia chinesa e aos atritos comerciais.

Após as palavras de Abe, a chanceler alemã Angela Merkel fez uma defesa metódica do multilateralismo, uma ideia rejeitada por líderes como Donald Trump e Jair Bolsonaro, que neste ano foi ao Fórum para apresentar o seu "novo Brasil".

Já o vice-presidente chinês, Wang Qisha, garantiu que a China e os Estados Unidos são "indispensáveis um ao outro". Ele também afirmou que o crescimento chinês, que caiu em 2018 a seu nível mais baixo em 30 anos, permaneceu "significativo", com 6,6%, e disse que esse número "não é baixo".

O Reino Unido tentou novamente tranquilizar o mundo econômico, apesar das incertezas sobre o Brexit. Minimizando o impacto das decisões da Sony e da Dyson de retirar suas sedes do Reino Unido, Liam Fox, ministro do Comércio Internacional Britânico, disse à AFP que o país "está aberto aos negócios e continua sendo um destino atraente para os investimentos estrangeiros diretos, mesmo durante o período de incerteza sobre o Brexit".

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