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Brasil

Sem detalhes sobre reformas, Bolsonaro frustra plateia em Davos

media O presidente eleito Jair Bolsonaro realizou discurso de 7 minutos no Fórum Econômico de Davos em 22 de janeiro de 2019. Valter Campanato/Ag. Brasil

Em apenas sete minutos, o presidente da República, Jair Bolsonaro, deu o seu recado ao Fórum Econômico Mundial (FEM) nesta terça-feira (22). Para um auditório quase cheio, ele repetiu que o Brasil mudou e que um dos principais compromissos de seu governo será abrir a economia. Sem maiores explicações, comprometeu-se com reformas, mas não detalhou propostas para a Previdência. Havia grande expectativa sobre este assunto em especial.

Vivian Oswald, especial para a RFI

Mas Bolsonaro disse que o Brasil precisa dos investidores e eles do Brasil. E que fará tudo para facilitar o ambiente de negócios do país, que estará entre os 50 melhores no ranking de competitividade até 2022 para se abrir novos empreendimentos. Isso foi o suficiente para animara os investidores.

"Foi curto, mas nesses minutos, ele deixou claro que ia perseguir a agenda positiva para os negócios, o que inclui a redução da carga tributária e o combate à corrupção”, disse o economista-chefe da IHS-Markit, Nariman Behravesh.

Segundo o especialista, como tantos outros líderes o passado, ele apelou para que os líderes de empresas globais investissem no Brasil. Foi um pouco decepcionante o fato de não ter apresentado detalhes sobre o que pretende fazer, afirmou.

Foi a estreia do novo governo diante da comunidade financeira internacional. O discurso foi recebido com aplausos contidos, rápidos como o seu texto. Muitos espectadores se queixaram do conteúdo. Esperavam ver mais detalhes do que o governo pretende fazer e explicações para posições polêmicas defendidas recentemente pelo presidente ou membros de sua equipe. Mas este não é o espaço para longos discursos históricos, que vão para as manchetes dos jornais. Foi isso o que me disseram alguns interlocutores.

Sem "pegada"

“Ele estava testando a água com o dedinho”   disse um analista de política intencional presente na plateia.

Para advogados peruanos, que também resolveram assistir o que Bolsonaro tinha a dizer, foi um discurso sem “pegada”.

Do lado de fora do Kongress, o centro de convenções do fórum, onde acontecem as plenárias, os jornalistas estrangeiros alertavam para o tamanho do discurso e a falta de frases de mais compromisso para o meio ambiente, tema que tem causado desconforto na Europa.

Recentemente, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que os europeus não deveriam fazer acordos com países que não respeitarem o acordo do clima. O governo Bolsonaro chegou a divulgar que deixaria o entendimento assinado por ais de 150 países em 2106 na capital francesa. Mas voltou atrás.

Por mais que tenha deixado muitas perguntas sem repostas, uma delas feita pelo próprio apresentador do evento, o fundador do Fórum, Klaus Schwab, que pediu detalhes de como o governo pretende lidar justamente com o tema meio ambiente, para muitos, o brasileiro passou no seu primeiro teste. Mas outros estão por vir.

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