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Brasil

Silêncio de Bolsonaro o torna cúmplice da morte de Marielle, diz companheira para rádio francesa

media "Eu passei do luto para luta", diz Mônica Benício, viúva de Marielle Franco. Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Em entrevista à rádio francesa France Info, Monica Benicio diz que luta para que os assassinos da vereadora do PSOL no Rio, Marielle Franco, morta em 14 de março de 2018, sejam detidos. E a Justiça seja feita.

“Passei do luto para o combate”, diz Monica Benicio, que diz ainda se lembrar do último dia ao lado de Marielle, “uma figura carismática, que era parada nas ruas para tirar fotos e receber abraços”, descreve. Antes de falar sobre a morte da companheira, no vídeo ela dá detalhes de como a amizade das duas se transformou em um relacionamento estável.

No dia do assassinato, Monica comentou que, ao meio-dia, se encontrou com Marielle em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio. “Almoçamos juntas e depois trocamos mensagens, até saber da notícia no fim do dia”, diz. Aos 38 anos, a vereadora levou quatro tiros na cabeça quando deixava a Casa das Pretas, no centro do Rio, onde mediou um debate. Desde então, Monica investiu na luta contra o racismo, a homofobia e a violência policial.

“No dia 14 de março, ficou provado que a guerra hoje no Brasil é entre a barbárie e a democracia”, diz Monica, que também critica o andamento da investigação, apesar da prisão de diversos suspeitos. “Já faz dez meses que o inquérito foi aberto e não sabemos até hoje o que aconteceu”, declarou. As autoridades brasileiras suspeitam da existência de uma organização de funcionários e policiais que tentam bloquear a investigação sobre a morte – o que levou à abertura de outra investigação.

Luta contra o novo governo

A morte de Marielle Franco aconteceu durante a campanha presidencial no Brasil. “Um presidente, um homem que está no principal cargo de poder, não se manifestar a respeito de um dos assassinatos políticos mais violentos da história do país, é no mínimo conivente”, ressalta Monica. Segundo ela, esse silêncio o torna “cúmplice” do assassinato da vereadora carioca. Durante a campanha eleitoral, Monica militou contra o candidato de extrema direita.

“É perigoso ter um governo que legitima a violência”, diz. Segundo ela, a população com quem ele não se importa é a que mais vai sofrer, citando negros, pobres, mulheres, moradores da favela e integrantes da comunidade LGBT. "A esperança somos nós, que fazemos a resistência”, observa. “É importante preservar a imagem dessa mulher para que não caia no esquecimento, não só porque ela era uma pessoa extraordinária, mas pela luta que ela representava, e para que não tenhamos mais nenhuma barbárie como a que aconteceu com ela”, declara.

Ela insistiu no vídeo sobre a importância de “resistir”, e passou a integrar recentemente o partido PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), legenda de Marielle Franco. “Tomei essa decisão para que as pessoas entendessem que sua luta ainda não chegou ao fim.”

 

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