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Brasil

Problemas do Rio foram determinantes em sua escolha como Capital Mundial da Arquitetura

media Verena Andreatta, secretária Municipal de Urbanismo do Rio de Janeiro, assina documento que oficializa a cidade como Capital Mundial da Arquitetura, Paris 18/01/2019 RFI / Stephan Rozenbaum

O Rio de Janeiro oficializou nesta sexta-feira (18), na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em Paris, o acordo que fará da cidade maravilhosa a primeira Capital Mundial da Arquitetura em 2020. A partir desse ano, a cidade que sediará o Congresso da União Internacional dos Arquitetos passará a receber o título.

Na ausência do prefeito carioca Marcelo Crivella, a secretária municipal de urbanismo, Verena Andreatta, assinou o documento junto à Unesco. A cerimônia teve também um discurso do presidente da União Internacional dos Arquitetos, Thomas Vonier, que afirmou acreditar que “não poderia haver lugar melhor para debater as questões urbanísticas mundiais do que o Rio de Janeiro”.

“Nós acreditamos que esse programa, que irá selecionar capitais mundiais da arquitetura a cada três anos, será uma excelente forma de mostrarmos como a arquitetura pode ajudar a resolver problemas das cidades do mundo”, disse Vonier.

“Que lugar seria melhor do que o Rio para ressaltar os desafios que enfrentamos em nossa sociedade e em nossas cidades? Com o crescimento da população, cada vez mais jovem, com muitas pessoas vivendo em circunstâncias difíceis. Poderia a arquitetura e o urbanismo levar a soluções para esses desafios, sem esquecer a herança arquitetônica existente e o belo quadro natural que a envolve? O Rio de Janeiro possui todos os atributos que a tornarão uma grande primeira capital mundial da arquitetura”, completou.

Em 2012, a Unesco já tinha concedido ao Rio o título de patrimônio cultural mundial na categoria “paisagem urbana”. Com a designação desta sexta-feira, a cidade fica responsável pela organização do Congresso mundial da União Internacional dos Arquitetos em 2020, entre 19 e 26 de julho.

Diversidade urbanística do Rio de Janeiro

Para conceder o título entregue nesta manhã, os dois organismos internacionais levaram em conta a diversidade urbanística do Rio. A cidade tem em seu território situações comuns tanto em grandes centros urbanos de países ricos como em desenvolvimento, o que a torna um caso quase único de interesse para os arquitetos do mundo todo. “Não haveria sentido começar o projeto em um país europeu. Nós buscávamos justamente uma cidade com muitos desafios, contradições, toda a diversidade que estão no centro de como as sociedades se criaram. O objetivo é estarmos em cidades onde justamente ainda há desafios que não foram resolvidos”, explicou Ernesto Ottone, diretor para a cultura da Unesco.

Ernesto Ottone Ramírez, diretor para a cultura da Unesco, 18/01/2019 RFI/Stephan Rozenbaum

“Dizer que uma cidade é a capital mundial da arquitetura não significa pensar que todos os problemas foram resolvidos. É exatamente o oposto. São os problemas urbanos dessas cidades que nos permitem fazer essa reflexão. Se não existissem problemas, não teríamos a necessidade de fazermos congressos, conferências, encontros ou seminários. Estamos convencidos de que se esse debate, que vai durar um ano, poderá fazer recomendações para que outras cidades não cometam os mesmos erros que foram cometidos, e que ainda são encontrados em muitos países, até mesmo na Europa. Isso nos permitiria, a nós da Unesco, ter acesso a argumentos e instrumentos mais eficazes para o futuro”, completou Ottone.

Profissão ainda é considerara muito elitista

O arquiteto e urbanista, mestre em planejamento urbano, Lucas Faulhaber, também destacou a importância de entender bem o que significa ser a “capital mundial da arquitetura”. “Quando ouvimos esse título, pensamos sempre nos grandes arquitetos, edifícios icônicos, mas o Rio de Janeiro também é um grande exemplo na questão da urbanização de favelas, mas que, infelizmente, nunca vai adiante”, afirmou.

“A arquitetura é uma profissão considerada ainda muito elitista, que só tem acesso à arquitetura quem tem dinheiro. É preciso fazer da arquitetura algo acessível a todos, não só no âmbito urbano. É preciso repensar essa função do arquiteto para além dessa questão dos edifícios icônicos, lembrando de outras faces sociais”, completou Faulhaber.

Prefeito do Rio gravou vídeo para a cerimônia

Vídeo do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sendo mostrado em cerimônia na Unesco, Paris 18/01/2019 RFI/Stephan Rozenbaum

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que não pôde viajar a Paris, gravou um vídeo que foi apresentado durante a cerimônia. “Ao sediar o Congresso mundial de arquitetos em 2020 e receber o título de capital mundial da arquitetura, agora conferido pela Unesco, nosso compromisso é o de transformar o ano de 2020 em um marco na história cultural da cidade”, afirmou Crivella. A embaixadora do Brasil junto a Unesco, Maria Edileuza Fontenele Reis, também destacou o novo título: “É motivo de grande satisfação ter a nossa mais bela cidade como primeira capital mundial da arquitetura da Unesco”.

A cerimônia reuniu a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay; a secretária de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio, Verena Andreatta; o presidente da UIA, Thomas Vonier; o presidente do Comitê Executivo do Congresso Mundial de Arquitetos UIA2020Rio, Sérgio Magalhães, e o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Nivaldo Andrade.

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