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Brasil pega onda no surfe para conquistar público jovem da América do Sul

Brasil pega onda no surfe para conquistar público jovem da América do Sul
 
Praia de Itaúna Saquarema RJ Embratur

Entre os cinco principais mercados de turistas para o Brasil, quatro são sul-americanos: Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Para atrair o público jovem, a aposta é no surfe, esporte no qual o Brasil é bicampeão mundial e que reúne aquilo que o país mais projeta ao mundo: sol e praia.

Correspondente da RFI em Buenos Aires

O surfe nunca projetou tanto o Brasil internacionalmente como agora. Das últimas cinco edições da Liga Mundial do Surf (WSL), o Brasil foi campeão três vezes. Duas com Gabriel Medida; uma com Adriano de Souza. Pela primeira vez na história, o Brasil desponta onde antes reinavam apenas os surfistas do Havaí e da Austrália.

Com 8 mil km de costa, a cara do Brasil é o cenário do surfe: praia, sol, natureza e confraternização. Cerca de 72% dos turistas estrangeiros que visitam o Brasil escolhem o país pelo segmento "sol e praia", segundo a Embratur. E quando se trata do principal turista estrangeiro, o argentino, esse número sobe a 86%.

O argentino é mesmo fascinado pelas praias brasileiras, mas dos 2,622 milhões que escolheram o Brasil em 2017, apenas 8,3% eram jovens da faixa etária de 18 a 24 anos, e somente 17,2% tinham entre 25 e 31 anos. Isso significa que o Brasil precisa atrair mais o público jovem em mercados prioritários para o país, como a Argentina, em particular, e como o sul-americano, em geral.

A presidente da Embratur, Teté Bezerra, explica à RFI como é essa nova política que aposta no surfe.

"Essa política também é estendida aos demais países da América do Sul e da América Latina. Tem algumas coisas importantes que estão acontecendo em nível mundial: o surfe vai entrar pela primeira vez, agora em 2020, como esporte olímpico. E está diretamente ligado à juventude, ao modo de vida desse segmento, ao contato direto com a natureza", conta Teté Bezerra.

Altas ondas

Na crista dessa onda, em setembro passado, a Embratur criou um site (http://surf.visitbrasil.com/) com as 30 melhores praias para surfar no Brasil. Assim como é habitual entre os esquiadores quando escolhem as suas pistas entre centros de esqui, o surfista pode descobrir qual é a melhor praia brasileira de acordo com a sua habilidade, com o nível de dificuldade das ondas e até com o tipo de fundo do mar.

Para Teté Bezerra, a estratégia é diversificar. "A criação do site Surfe Brasil é para atrair os mais de 25% de turistas argentinos que têm entre 18 e 31 anos. São jovens que procuram destinos e propostas novas. Com certeza, vão encontrar praias novas, diferentes daquelas tradicionalmente vendidas", garante.

Entre as 30 praias estão preciosidades, locais repletos de curiosidades e de atividades que podem ser combinados com o turismo. Aparece a praia de Itaúna, em Saquarema (RJ), uma das etapas do circuito mundial de surfe e, durante décadas, um segredo dos surfistas cariocas. Quem quiser conhecer onde Gabriel Medina praticava antes de tornar-se mundialmente conhecido pode ir à praia de Maresias, em São Sebastião (SP).

Os argentinos ganham um incentivo para continuarem a adotar Santa Catarina com a praia do Rosa. O turista que quiser ter a experiência única de surfar numa pororoca na Amazônia pode conhecer São Domingos do Capim (PA).

A praia de Carnaubinha (CE), também conhecida como Havaizinho, pode lembrar o North Shore da Ilha de Oah'u (Hawaii), com as suas formações rochosas. É uma das poucas praias brasileiras com fundo de pedra.Quem quiser combinar um grande destino turístico como o Rio de Janeiro com a cultura de surfe dos jovens cariocas pode conhecer a praia da Macumba, localizada em uma área de praias da cidade quase desconhecida pelos turistas. E, claro, Fernando de Noronha com a Cacimba do Padre não podia faltar num roteiro completo.

Jovens sul-americanos

Ao deslizar por esse tubo, o Brasil seduz desde cedo aquele turista jovem que pode ser fiel ao longo da vida, ainda mais se for de algum país próximo, como a Argentina. Cerca de 40% de todos os turistas estrangeiros que vão ao Brasil são argentinos.

Enquanto a Embratur promove os destinos de surfe, o Ministério do Turismo avalia contratar o bicampeão mundial Gabriel Medina como garoto propaganda.

"Se há dois campeões mundiais brasileiros, os futuros turistas devem pensar 'Opa! As praias lá devem ser boas para a prática do surfe'. Acreditamos ser extremamente bacana e importante para o Brasil captar esse turista", confia Teté Bezerra.

Depois dos argentinos, líderes disparados no ranking de turistas estrangeiros no Brasil, aparecem os norte-americanos (475 mil), os chilenos (342 mil), os paraguaios (336 mil) e os uruguaios (328 mil). Enquanto 86,6% dos argentinos viajam ao Brasil com interesse no segmento "sol e praia", 67,6% dos chilenos, 76,6% dos paraguaios e 77,7% dos uruguaios têm o mesmo objetivo à beira-mar.
 

 

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