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Brasil

Human Rights Watch critica leis que facilitam posse de armas no governo Bolsonaro

media A ONG Human Rights Watch (HRW) afirma em seu relatório que encorajar a violência não é uma solução para acabar com a criminalidade. Tomaz Silva/ Agência Brasil

O novo relatório de 700 páginas da organização de direitos humanos Human Rights Watch, divulgado nesta quinta-feira (17), alerta para o aumento da violência com a adoção de medidas como a posse de armas.

Segundo o diretor-executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, “o Brasil elegeu como presidente Jair Bolsonaro, alguém que, com grande risco para a segurança pública, promove abertamente o uso de força letal por policiais e membros das Forças Armadas em um país já devastado por uma alta taxa de homicídios". Em 2017, no Brasil, 5144 pessoas foram mortas por policiais. A declaração está na seção “O lado sombrio do regime autocrático.”

Para José Miguel Vivanco, diretor da HRW para as Américas, “Bolsonaro fez campanha eleitoral questionando e contradizendo princípios básicos em matéria de direitos humanos”. O diretor regional da organização acredita que o acesso às armas por parte da população não vai servir para reduzir os altos índices de violência no Brasil. De uma maneira geral, ele vê a América Latina em retrocesso na questão nos direitos humanos.

No resto do continente, Vicanco considerou positiva a resolução contra a Venezuela apresentada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, assinada pelos 14 países conhecidos como Grupo de Lima, entre eles o Brasil. Até então, declarou Roth, os Estados da região haviam se mostrado reticentes a criticar as violações dos direitos de países vizinhos e os Estados Unidos prevaleciam nas discussões sobre direitos humanos na região.

"Trata-se de alianças importantes. Não é o clássico Ocidente, não são governos europeus. São as democracias líderes da América Latina, que puseram mãos à obra e quiseram defender os direitos humanos", insistiu. "Um benefício irônico de que Trump tenha abandonado o Conselho de Direitos Humanos da ONU é que não se acusa ninguém de agir seguindo a ideologia de Washington", afirmou Roth.

Resistência significativa

Pequenos grupos como a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) ou o Grupo de Lima, colocaram-se à frente na defesa dos direitos humanos, enquanto os esforços por parte de outros atores veteranos, como Estados Unidos e Reino Unido, diminuíram, afirmou Roth.

"O que vimos é que, em muitos lugares do mundo, existe uma resistência muito significativa, desencadeada por esses poderes autocráticos e que está ocorrendo no nível da população", acrescentou.

Este movimento inclui os manifestantes que saíram às ruas na Hungria para protestar contra as polêmicas reformas do governo nacionalista de direita de Viktor Orban, ou os eleitores que expulsaram do poder líderes envolvidos em escândalos de corrupção em países como a Malásia. Em relação a governos, países europeus como Alemanha, Dinamarca e Finlândia exerceram pressão sobre a Arábia Saudita, após o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. Entre as medidas, anunciou-se a suspensão da venda de armas para Riad.

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