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Brasil

Preso na Bolívia, Battisti pode ser levado de volta ao Brasil

media Cesare Battisti foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. REUTERS/Nacho Doce/File Photo

O ex-militante de extrema esquerda italiano Cesare Battisti, foragido desde 14 de dezembro, foi preso na Bolívia. O anúncio foi feito na madrugada deste domingo (13) pela imprensa italiana e o governo de Jair Bolsonaro.

“O terrorista italiano Cesare Battisti foi preso na Bolívia esta noite e em breve será trazido para o Brasil, de onde provavelmente será levado até a Itália para que ele possa cumprir pena perpétua, de acordo com a decisão da justiça italiana”, twitou Filipe G. Martins, conselheiro de relações exteriores do presidente brasileiro.

A imprensa italiana e brasileira informa que Battisti foi detido em Santa Cruz de la Sierra, capital econômica da Bolívia. O embaixador da Itália no Brasil comemorou a prisão. Em um tweet, Antonio Bernardini disse que "a democracia é mais forte que o terrorismo".

Pouco antes de deixar a presidência, Michel Temer assinou um decreto de extradição de Battisti, que foi condenado à revelia em 1993 à prisão perpétua por quatro homicídios, além de participação em outras mortes, nos anos 1970.

O ex-militante do grupo de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo, classificado como terrorista pela justiça italiana, se refugiou por 15 anos na França e depois no Brasil, a partir de 2004. Ele nega as mortes e alega inocência.

No último dia de seu governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que não cumpriria a orientação do Supremo Tribunal Federal e não entregaria Battisti à extradição. O ex-militante passou a viver legalmente o Brasil.  

Mas desde a campanha eleitoral, Jair Bolsonaro já deixava claro que não daria trégua a Battisti. Depois de ser eleito, ele declarou pelo twitter que o governo italiano poderia “contar” com ele para a extradição.

Com informações da AFP

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