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Brasil

Carlos Ghosn pode ficar mais seis meses na prisão, segundo advogado de defesa

media Desenho de Carlos Ghosn, durante audiência no dia 8/1/18, em Tóquio. Mandatory credit Kyodo/via REUTERS

O presidente da gigante automobilística francesa Renault, o franco-libanês brasileiro Carlos Ghosn, vai continuar detido. Seu pedido de liberdade sob fiança foi recusado pelo tribunal de Tóquio, nesta quarta-feira (10). Segundo seu advogado, Ghosn pode ficar ainda mais seis meses na prisão.

Segundo Motonari Otsuru, principal advogado de defesa do executivo, seu cliente tem poucas chances de ser libertado em breve. Ele disse ser “muito difícil” obter liberdade sob fiança antes de o caso ser julgado. De acordo com Otsuru, o julgamento pode levar pelo menos seis meses para começar.

O juiz que determinou a recusa explicou que a detenção seria mantida pelo alto risco de fuga e pela possibilidade de Ghosn alterar provas. O atual período de detenção termina nesta sexta-feira (11), com grande probabilidade se ser renovado.

O ex-número um da aliança entre os construtores Renault, Nissan e Mitsubishi foi detido no dia 19 de novembro e indiciado em 10 de dezembro, acusado de sonegar 5 bilhões de ienes (cerca de R$ 170 milhões) em rendas entre 2010 e 2015. Ghosn também é suspeito de sonegação de renda entre 2015 e 2018, de abuso de confiança, e de desviar dinheiro de uma conta da Nissan para um amigo saudita.

"Acusado falsamente e detido de maneira injusta"

Na terça-feira (8), em seu primeiro comparecimento diante da justiça japonesa, ele recordou que "dedicou duas décadas de sua vida para reerguer" a montadora japonesa e disse que foi "acusado falsamente e detido de maneira injusta". Ele assegurou que de modo algum fez a Nissan compensar suas perdas pessoais e detalhou as transações pelas quais ele é acusado de quebra de confiança, afirmando que as quantias transferidas por uma subsidiária da Nissan para um empresário saudita foram pagas pelos serviços prestados para o grupo na região do Golfo.

Os familiares do executivo não escondem sua indignação. Duas de suas filhas, entrevistadas pelo New York Times, questionaram se todo o processo não se deve a um truque da Nissan para evitar um possível projeto de fusão com a Renault.

A esposa de Greg Kelly, braço direito de Ghosn, preso no mesmo dia que ele e libertado em 25 de dezembro sob fiança, também denunciou uma "trama internacional, uma traição de alguns líderes da Nissan".

Um cenário que a montadora japonesa negou, afirmando que não tinha escolha a não ser "acabar com as ações perigosas" de quem um dia salvou a empresa.

Diante da avalanche de acusações, a Renault optou por permanecer discreta e manter sua confiança em Carlos Ghosn, enquanto a Nissan e a Mitsubishi Motors rapidamente o retiraram da presidência do conselho de administração.

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