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Brasil

Após reunião com chanceler brasileiro, Mike Pompeo fala em nova relação do Brasil com EUA

media Mike Pompeo se encontrou com Ernesto de Araújo nesta quarta-feira (2) REUTERS/Ricardo Moraes

O novo ministro brasileiro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, comprometeram-se nesta quarta-feira (2) a construir uma "parceria mais intensa e muito mais elevada". Eles também disseram que vão lutar juntos contra "regimes autoritários", como Cuba e Venezuela.

O encontro entre os dois líderes aconteceu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e faz parte do alinhamento geopolítico do novo governo. Em seguida, Pompeo foi recebido por Bolsonaro no Palácio do Planalto, onde, na terça-feira (1), o presidente recebeu a faixa presidencial das mãos de Michel Temer.

Araújo declarou que teve uma "excelente conversa sobre como construir uma parceria mais intensa e muito mais elevada com os Estados Unidos", ressaltando que discutiram "sobre trabalhar juntos pelo bem e por uma ordem internacional diferente, que corresponda aos valores dos nossos povos".

Durante a entrevista coletiva, o ministro afirmou ainda que a nova relação com os Estados Unidos é consequência de um "realinhamento" interno e que "um país grande não precisa renunciar às suas ideias para criar oportunidades econômicas", ao ser perguntado se o alinhamento com o governo de Trump pode representar riscos comerciais com outros países, em uma referência velada à China.

Irmão dos EUA

Durante a campanha, Bolsonaro acusou Pequim, maior parceiro comercial do país, de estar "comprando o Brasil". Pompeo afirmou, por sua vez, que a aproximação com a maior potência latino-americana é "uma oportunidade transformadora para as duas nações" no âmbito do comércio e da segurança.

O secretário de Estado americano também disse que o Brasil tinha “tendências de eleger presidentes inimigos” dos Estados Unidos, mas que, a partir de agora, Brasília e Washington “eram amigos”. O presidente Trump parabenizou Bolsonaro, no Twitter, por seu “ótimo discurso de posse”.

Bolsonaro sempre demonstrou um tom pró-americano e Ernesto Araújo afirmou que “Trump pode salvar o Ocidente”. A política externa do novo presidente brasileiro deve se parecer com a dos Estados Unidos, com rejeição do multilateralismo e de governos de esquerda, aproximação com Israel e ceticismo climático.

A ex-embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, tuitou nesta quarta-feira: “É bom ter um novo dirigente pró-americano na América do Sul, que se unirá aos combates contra as ditaduras na Venezuela e em Cuba e que vê claramente o perigo da influência crescente da China na região.”

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