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Policiais argentinos voltam às praias de Santa Catarina para atender turistas

Policiais argentinos voltam às praias de Santa Catarina para atender turistas
 
Policiais argentinos vão trabalhar no apoio ao turista argentino no litoral catarinense. Foto: PMSC-CCS

Quatro policiais argentinos e um bombeiro salva-vidas vão ajudar a atender os seus compatriotas que sofrerem alguma emergência em Santa Catarina, estado que recebe quase a metade dos turistas argentinos que viajam ao Brasil. Policias catarinenses também ganham formação na Argentina. O argentino é, de longe, o principal turista estrangeiro no Brasil.

Correspondente da RFI em Buenos Aires

 

Começa a temporada de férias na Argentina e férias, para maior parte dos argentinos, significa praia. E praia é sinônimo de Brasil.

Ao longo de 2017, 2,622 milhões de argentinos viajaram ao Brasil e quase metade, 1,200 milhão, optou por Santa Catarina. Por isso, pelo segundo ano consecutivo, policiais argentinos e, desta vez também um bombeiro para resgates, estarão no litoral catarinense. Eles vão auxiliar nas ocorrências que envolverem turistas argentinos e também no trabalho de inteligência sobre eventuais argentinos foragidos ou considerados perigosos.

Serão quatro policiais distribuídos por Florianópolis, Itapema e Balneário Camboriú, as três localidades onde os turistas argentinos se concentram. Farão parte da chamada Operação Veraneio de prevenção e de segurança que vai até dia 11 de março.

Orientação sem armas

Os policiais argentinos, que chegaram na quinta-feira (27), estarão uniformizados, exatamente como no seu país, mas não vão portar armas nem vão poder intervir diretamente. Em entrevista com a RFI, o governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, explica os limites da atuação argentina no estado.

"O policial argentino vai ajudar o catarinense no atendimento. Eles (os argentinos) não fazem patrulhamento. Isso quem faz somos nós, catarinenses. Eles trabalham na orientação e no receptivo. Vão à delegacia para fazer o acompanhamento de boletins porque, sem entender o idioma num momento de tensão, você acaba provocando mais desentendimento", diz o governador.

Os policiais argentinos vão atuar na condição de elementos de ligação entre as Polícias Civil e Militar para uma melhor interação em casos de emergência e para agilizar documentos entre a Polícia e o Consulado argentino.

Para o governador Pinho Moreira, ganham os argentinos com um tratamento diferenciado e ganham os catarinenses em preservar esse turista.

"O benefício é coletivo. Por um lado, os argentinos sabem que, em Santa Catarina, eles são bem-vindos e que terão um 'plus' no sentido da qualificação da sua presença e do seu atendimento. Por outro, são milhares de dezenas de empregos gerados pela presença dos argentinos. Nós temos que estimular que eles aumentem a vinda. Para isso, a segurança é fundamental", indica.

Comunicação facilitada

A barreira da língua, o desconhecimento de leis e questões culturais também geram atritos entre catarinenses e argentinos. A presença policial argentina facilita a comunicação.

"Houve, uns anos atrás, dificuldades quando eles (argentinos) chegavam num grande número. Isso modifica a situação local. Tivemos problemas. Tivemos confrontos entre argentinos e brasileiros. Havia a dificuldade, às vezes, de relacionamento ou de entendimento. Antigamente, o confronto acontecia porque não havia diálogo. Agora, com o diálogo como prioridade, pouquíssimos eventos de conflito entre catarinenses e argentinos", compara o governador Pinho Moreira. " Tendo policiais argentinos durante a alta temporada em Santa Catarina, mostramos que temos a intenção de aproximar cada vez mais", aponta, lembrando que também foram preparadas cartilhas com informações em espanhol. Para agilizar a passagem de fronteira para quem viaja de carro, o estado acaba de inaugurar uma segunda alfândega de turismo.

A presença de policiais argentinos em Santa Catarina, assim como a formação de policiais catarinenses na Argentina, são consequência do acordo de cooperação assinado entre Santa Catarina e a província argentina fronteiriça de Misiones, assinado em dezembro de 2017, mas posto em prática ao longo deste ano.

Pelo acordo, policiais argentinos terão aulas de português enquanto os brasileiros, de espanhol. O foco está na região de fronteira e nas áreas com maior presença de turistas. Três turmas com 30 policiais militares catarinenses cada terão formação na província de Misiones. A primeira turma concluiu o curso no começo de novembro, depois de 34 dias na Argentina. Por outro lado, integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da PM de Santa Catarina ministraram um curso para força policiais argentinas na província de Córdoba.

Segundo a Embratur, os argentinos representam 40% de todos os turistas estrangeiros que vão ao Brasil. Enquanto argentinos foram 2,622 milhões em 2017, os norte-americanos foram 475 mil. No ranking, aparecem os chilenos (342 mil), os paraguaios (336 mil), os uruguaios (328 mil), os franceses (254 mil) e os alemães (203 mil).

Viajam para Santa Catarina 39,8% de todos os turistas argentinos. Duas localidades catarinenses aparecem entre os cinco principais destinos dos argentinos no Brasil: Florianópolis (24,9%) e Bombinhas (9,4%). Rio de Janeiro (15,1%), Armação de Búzios (8,6%) e Foz do Iguaçu (7,1%) completam a lista.

Governador catarinense Eduardo Pinho Moreira (à esq.) e Ministro do Turismo Vinícius Lummertz fazem ação de promoção em Buenos Aires. Foto: Ministério do Turismo

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