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Brasil

Bolsonaro pode renovar o Mercosul, diz Temer no Uruguai

media Da esquerda para a direita: os presidentes do Paraguai, Mario Abdo Benitez, da Argentina, Maurício Macri, do Uruguai, Tabare Vazquez, do Brasil, Michel Temer, e da Bolívia, Evo Morales. 18/12/2018 MIGUEL ROJO / AFP

Na sua última participação numa reunião de cúpula, o presidente Temer recebe uma inesperada homenagem do rival boliviano Evo Morales e minimiza postura do próximo governo Bolsonaro de tirar a prioridade do Mercosul na política externa brasileira.

Márcio Resende, enviado especial a Montevidéu.

Ao contrário do que o futuro da Economia, Paulo Guedes, anunciou em relação ao Mercosul, o presidente Michel Temer acredita que o governo Bolsonaro poderia até gerar uma renovação no bloco. Temer defendeu essa possibilidade quando perguntado se o próximo governo poderia desfazer o Mercosul depois de Guedes ter anunciado que o bloco não será prioridade para Bolsonaro.

"Eu acho que não. Evidentemente, que há a posição do presidente eleito no sentido de fazer uma revisão do Mercosul, mas fazer revisão é algo constante", minimizou Temer. "Acho que o presidente Bolsonaro poderá fazer essa revisão que não significa oposição ao Mercosul, mas até quem sabe um apoio ao Mercosul renovado", apostou.

Michel Temer participou nesta terça-feira da sua última reunião de cúpula do Mercosul, bloco que experimentou uma virada à direita desde 2016, a partir da chegada primeiro do argentino Mauricio Macri, depois do próprio Temer. Com os dois principais sócios a favor do livre comércio, o Mercosul procurou sair do seu ostracismo comercial, abrindo negociações com outros países e blocos, embora nenhum novo acordo comercial tenha ainda terminado.

"Nesta última oportunidade em que participo da reunião do Mercosul, nós pudemos constatar algo que foi realizado nesses dois anos e meio: uma abertura completa do Mercosul que significou o retorno do Mercosul aos seus padrões originais (de livre comércio). Isto foi o que permitiu o avanço de várias negociações com organizações internacionais e com países", defendeu Temer em relação à sua gestão internacional que chega ao fim com esta reunião.

Michel Temer 18/12/2018 Ouvir

Despedida inesperada

O primeiro em despedir-se de Michel Temer foi o presidente uruguaio Tabaré Vázquez, quem não se esquivou de mencionar a crise política que provocou a destituição da ex-presidente Dilma Rousseff.

"Não seria oportuno ignorar as circunstâncias através das quais Michel Temer chegou à Presidência do Brasil, mas seria tolo da nossa parte desconhecer o seu revelado compromisso com o Mercosul", elogiou Vázquez, quem disse cumprimentar Temer "de coração".

Porém, quando o presidente uruguaio pediu um "forte aplauso" para o brasileiro, a resposta das delegações de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia e Equador foi tímida.

A despedida inesperada veio por parte do presidente boliviano, Evo Morales. Venezuela e Bolívia formam, na América do Sul, o eixo de esquerda que se contrapõe ao liberalismo econômico defendido por Brasil e Argentina.

"Irmão Temer, com muita sinceridade, neste tipo de eventos somos rivais do ponto de vista ideológico e programático, mas, acima disso, somos amigos, somos irmãos da América do Sul", disse Morales, evidenciando a tensão ideológica com Temer.

"Agora podemos ter diferenças neste tipo de reuniões. Às vezes, enfrentamo-nos por defender os nossos povos, os nossos modelos (econômicos), mas depois somos uma grande família. Família de ex-presidentes. Por isso, irmão Temer, gostaria para sempre de ter esta amizade, sendo ou não presidente", surpreendeu Evo Morales.

O presidente boliviano fez uma defesa tácita da sua aliada Venezuela, suspensa do bloco. Foi um exemplo dessa tensão regional.

"O Mercosul deve servir para nos unir, para nos integrar e não para nos expulsar. O Mercosul deve tornar-se um espaço para nos ajudarmos e não para nos marginarmos", criticou Morales,

Contra Venezuela

O discurso de Evo Morales em defesa da Venezuela veio depois de o presidente argentino, Mauricio Macri, pedir para o bloco enfrentar a "crise humanitária" gerada pela "ditadura" na Venezuela.

"A região enfrenta uma crise humanitária que requer esforços imediatos. Uma ditadura que cometeu fraude eleitoral está destruindo a democracia. Devemos trabalhar incansavelmente e de maneira coordenada para a libertação dos presos políticos, para o respeito aos Direitos Humanos e para a restituição da democracia na Venezuela", pregou Macri.

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