Ouvir Baixar Podcast
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 18/12 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 18/12 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 18/12 08h30 GMT
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 17/12 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 17/12 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 17/12 14h00 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 16/12 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 16/12 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Participação do Brasil no G20 é irrelevante à espera do que fará Bolsonaro

Por
Participação do Brasil no G20 é irrelevante à espera do que fará Bolsonaro
 
O presidente do Brasil, Michel Temer (esq.), é recebido pelo presidente temporário do Senado argentino, Federico Pinedo, ao chegar ao aeroporto Jorge Newbery em Buenos Aires. 29/11/18. ALEJANDRO PAGNI / AFP

A reunião de líderes das 20 maiores economias do mundo, a Cúpula do G20, que começa nesta sexta-feira (30), em Buenos Aires, enfrenta o seu maior desafio desde a crise financeira de 2008. O Brasil é um ator importante no cenário mundial, mas terá um protagonismo limitado por conta da transição de governo.

Marcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

O presidente Michel Temer terá participação na sessão plenária da Cúpula de Líderes do G20, mas terá apenas duas reuniões bilaterais ao longo do dia. Uma com o primeiro-ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, e outra com primeiro-ministro da Austrália, Scott John Morrison.

Antes disso, Michel Temer também terá um encontro informal com os membros dos BRICS, que se reúnem paralelamente ao G20. Do Brasil, o que os líderes querem saber mesmo é o que será do governo Bolsonaro. Mas, para isso, ainda devem aguardar. Se o G20 tem como objetivo gerar o diálogo e o consenso entre os países, esse objetivo pode fracassar no encontro na Argentina. A guerra comercial entre Estados Unidos e China e um recuo no combate às mudanças climáticas são ameaças palpáveis.

As grandes potências vivem tempos de fortes tensões entre si que poderão agravar-se ou distender-se depois dos encontros desta sexta-feira (30) e sábado em Buenos Aires, cidade que, aliás, também enfrentará protestos sociais contra o G20 nesta sexta-feira.

Acordo Mercosul-UE "impossível" com Bolsonaro

Havia uma expectativa de um acordo político entre os dois blocos durante esta cúpula do G20, mas o presidente francês, Emmanuel Macron, descartou essa possibilidade. Num recado direto ao presidente eleito Jair Bolsonaro, o presidente francês disse que achava impossível avançar agora com um acordo entre o Mercosul e a União Europeia devido à mudança política no Brasil.

O presidente francês criticou a postura de Bolsonaro na questão ambiental. Disse que não pode pedir aos empresários e aos trabalhadores franceses que façam sacrifícios na luta contra as alterações climáticas e, ao mesmo tempo, assinar tratados comerciais com países que não pensam em fazer o menor esforço nessa matéria. Em referência ao Brasil, Macron disse que "não está disposto a aceitar acordos comerciais com países que não respeitarem o acordo de Paris".

Trump cancela reunião com Putin

Sem dúvida nenhuma, o protagonismo passa pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Nas últimas horas, Trump cancelou a reunião bilateral que teria com o russo Vladimir Putin. O argumento são as detenções de três navios e marinheiros ucranianos por parte da Rússia. Trump considera que a escalada de tensão na Ucrânia torna o encontro com Putin em Buenos Aires pouco oportuno.

A reunião mais esperada do G20 será entre Trump e o chinês Xi Jinping durante um jantar no sábado (1). A guerra comercial entre os dois afeta a economia global e gera preocupação nos países que defendem o livre comércio. Estados Unidos e China somam 40% da economia mundial.

Trump vai assinar um novo acordo entre Estados Unidos, Canadá e México em substituição do NAFTA. O presidente americano poderá se reunir com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, encontro que pode contribuir para diminuir a tensão entre os dois países. Outro líder controverso presente na cúpula é o príncipe saudita Mohamed Bin Salman, que estaria envolvido no assassinato do jornalista saudita Jamal Kashoggi, na Turquia.

Protestos são aguardados

Existe ainda outro foco de tensão, mas fora da área de segurança máxima do G20. Cerca de vinte organizações sociais, sindicatos e partidos de esquerda preparam uma grande marcha nesta sexta-feira em repúdio ao encontro. O Ministério da Segurança estabeleceu parâmetros para a manifestação: nenhum ativista poderá estar encapuzado nem portar elementos como paus e pedras. Diante do primeiro distúrbio, as forças de segurança vão entrar em ação.

 


Sobre o mesmo assunto

  • G20/Argentina

    Cúpula do G20: Buenos Aires vive caos entre blindagem militar e protestos sociais

    Saiba mais

  • G20/guerra comercial

    G20: Guerra comercial preocupa a todos, mas não há indícios de fim

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.