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Brasil

Em um ano, Brasil desmatou o equivalente a um milhão de campos de futebol, diz Greenpeace

media Queimada na Floresta na Amazônia em 2018. © Daniel Beltrá / Greenpeace

O desmatamento no Brasil cresceu 13,72% entre agosto de 2017 e julho de 2018: uma área equivalente a um milhão de campos de futebol. Os dados constam em um relatório divulgado pelo Greenpeace.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a área total desmatada é de 7.900 km2, equivalente a 5,2 vezes a cidade de São Paulo. A destruição representa a derrubada ou queimada de 1,1 bilhão de árvores.

"É mais ou menos 1 milhão de campos de futebol desmatados em apenas um ano", disse o coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil, Marcio Astrini.

Astrini acredita que a situação pode piorar se o presidente eleito, Jair Bolsonaro, concretizar suas promessas de modificar algumas leis ambientais.

"Essa situação está ruim e ela pode piorar ainda porque o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, fez uma série de ameaças ao meio ambiente durante a campanha eleitoral: acabar com áreas protegidas, unidades de conservação, terras indígenas, diminuir os poderes de fiscalização e de punir o crime ambiental", exemplifica.

Segundo Astrini, foram essas medidas, que contribuíram para a proteção das florestas e a diminuição do desmatamento há alguns anos no Brasil.

"Se ele [Jair Bolsonaro] acabar com tudo isso, se ele diminuir a capacidade de punir o crime, o desmatamento na Amazônia pode explodir de forma inimaginável. Está todo mundo muito preocupado com o que pode acontecer", advertiu o coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil.

Desmatamento voltou a se agravar

Entre 2004 e 2012, graças a medidas de controle impostas pelos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o Brasil registrou uma diminuição progressiva do desmatamento. O problema voltou a se agravar nos últimos anos, com o aumento do poder do lobby do agrobusiness.

Bolsonaro, apoiado pela poderosa bancada ruralista, vem anunciando uma série de medidas que podem resultar no aumento das destruições das florestas. Entre elas, a proposta de fusão dos ministérios do Meio Ambiente com o da Agricultura, que suscitaram uma onda de críticas, mas ainda não convenceram o presidente eleito a voltar atrás.

“A bancada ruralista, com apoio de uma parcela do governo, vêm apresentando uma série de propostas que terão impacto direto na proteção das florestas, seus povos e do clima do planeta: Lei da Grilagem, flexibilização do licenciamento ambiental no Brasil, ataque aos direitos indígenas e quilombolas, adiamentos do Cadastro Ambiental Rural (CAR), tentativas de redução de áreas protegidas e paralisação das demarcações de Terras Indígenas, entre outras”, diz o Greenpeace Brasil em comunicado.

Segundo a ONG, grande parte das respostas ao problema está em Brasília. “É do centro do poder que emana o estímulo constante ao crime ambiental nos rincões da Amazônia”, afirma o Greenpeace.

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