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Brasil

Cubanos que atuavam no “Mais Médicos” são recebidos como heróis em Havana

media Médicos cubanos participam de uma cerimônia de boas-vindas no Aeroporto Internacional José Martí depois de chegar do Brasil, em Havana, Cuba, em 23 de novembro de 2018. REUTERS/Fernando Medina

Cerca de 200 médicos cubanos que deixaram o Brasil com o fim da parceria com Havana no programa “Mais Médicos”, decidido pelo governo de Cuba, foram recebidos com honras ao desembarcar nesta sexta-feira (23) no aeroporto de Havana.

Vestindo jalecos e segurando bandeiras cubanas e brasileiras, os cerca de 430 profissionais foram recebidos pelo presidente Miguel Diaz-Canel e outros dirigentes do país. “Nesta sexta-feira de manhã, os representantes da saúde cubana começaram a voltar. Presto minha homenagem a esses homens e mulheres que fizeram a história do Brasil. Bem-vindos de volta”, escreveu Canel no Twitter. Cerca de 8.300 médicos devem voltar para Cuba antes do dia 12 de dezembro.

Um dos médicos, citados pelo jornal Juventud Rebelde, disse que “não aceitará ameaças ou questionamentos sobre nosso humanismo e profissionalismo em relação aos pacientes brasileiros.”

Os médicos voltaram para o país depois da decisão de Havana de interromper o programa “Mais Médicos”, criticado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, que disse que Cuba ficava com a maior parte do salário dos profissionais, “restringindo sua liberdade.”

Bolsonaro também condicionou a presença dos médicos a uma validação dos diplomas e à aplicação de exames. Cuba paga apenas 30% do valor pago pelo Brasil aos profissionais, o que levou o presidente eleito a dizer que “não financiaria a ditadura cubana”. Cuba financia todos os estudos dos profissionais, que é gratuito.

Fonte de recursos para país

Segundo o Ministério cubano da Saúde, cerca de 20 mil médicos trataram mais de 13 milhões de pacientes no Brasil desde agosto de 2013. Os profissionais cubanos trabalham hoje em mais de 67 países. O serviço representa a principal fonte de renda da ilha, o equivalente a cerca de US$ 11 bilhões (R$ 41 milhões).

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