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Declarações de Bolsonaro não devem atrapalhar comércio com a China, dizem especialistas

Declarações de Bolsonaro não devem atrapalhar comércio com a China, dizem especialistas
 
O ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Barbosa, atualmente presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior. Arquivo Irice

As declarações sobre a China feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e pelo futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não devem impactar o comércio entre os dois países a partir de 2019, segundo os especialistas em comércio exterior Rubens Barbosa e Primo Roberto Segatto. Já para Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, o Brasil deveria tratar melhor o seu maior parceiro.

O ex-embaixador do Brasil em Washington (1999-2004) e atualmente presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice) e do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, Rubens Barbosa, não acredita que haverá diminuição de importações nem de exportações sob Bolsonaro.

“Tem que aguardar começar o governo. Uma coisa é fazer declaração durante a campanha, outra é quando começar o governo. A China é o nosso principal mercado, é o principal mercado importador e exportador do Brasil. Vai continuar a (ser) prioridade, não se pode realocar a exportação de produtos alimentícios e agrícolas da China para outro lugar, assim como não é possível deixar de exportar carros para a Argentina", avalia o ex-embaixador.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil e representa mais de 26% das exportações e quase 20% das importações. De janeiro a setembro de 2018, a balança comercial entre os dois países deu um saldo positivo de US$ 20 bilhões para o Brasil, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

“Os principais produtos que o Brasil exporta para a China são produtos alimentícios, soja, milho, grãos. E o Brasil importa muito equipamento, tecnologia. Nós temos que fazer um esforço para a ampliação e diversificação da nossa pauta comercial para a China, uma pauta que seja mais substantiva", defende Barbosa.

"O Brasil participou com mais de 110 empresas, agora em novembro, de uma grande feira de compras que houve em Xangai. A China fez esta feira com o objetivo de ampliar as suas importações", completa.

Manter a balança favorável

Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (Abracex), Primo Roberto Segatto, é importante manter a balança comercial favorável com a China e se abrir para outros países.

"A China é um bom mercado, embora eles importem só produtos primários do Brasil, minérios de ferro, soja. Mas é um grande importador, então eu acho que com a China deveria haver um entendimento. E também atingir outros países", diz Segatto.

A relação de Brasília com Pequim não passa só por importações e exportações, mas por um investimento maciço do país asiático no Brasil, que é de interesse nacional, como explica o presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, Charles Tang.

"A China é o maior parceiro comercial do Brasil e normalmente você deveria tratar bem seus clientes, principalmente quando é o melhor cliente que você tem. Eu acredito que tanto o presidente Bolsonaro, que já modificou um pouquinho a fala dele depois da visita do embaixador da China, quanto o novo ministro das Relações Exteriores vão entender que o interesse nacional do Brasil é o que vai comandar as relações comerciais", analisa Tang.

Charles Tang lembra que, durante a crise econômica brasileira, a China foi o maior investidor no país, mesmo quando o risco era grande.

"A China investiu maciçamente no país, além de ser o maior parceiro comercial, dando um superávit gigantesco todo ano para o Brasil, que ajudou o Brasil a ter os quase 400 bilhões [de dólares] de reservas em divisas", destaca o presidente da Câmara de Comércio Brasil-China.

"Se não fosse pelo comércio e pelos investimentos dos chineses, certamente o Brasil demoraria muito mais para sair da crise. Na verdade, eu acho que o Brasil tem que dar uma medalha para a China, porque, na pior crise econômica pela qual o país passou, os chineses tiveram a coragem de investir num país cujo rating estava desabando. E de fazer gigantescos empréstimos, necessários para um país nesta crise e com o rating desabando", conclui Tang.


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