Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 18/11 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 18/11 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 18/11 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 18/11 08h57 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 18/11 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 18/11 08h30 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 16/11 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 16/11 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Brasil

Líder palestina diz que transferir embaixada brasileira para Jerusalém seria "irresponsável" e teria "sérias consequências"

media A ativista e ex-deputada Hanan Ashrawi. UN Photo/Evan Schneider

Integrante do comitê executivo da Organização para Libertação da Palestina (OLP) e do Conselho Legislativo Palestino, Hanan Ashrawi considera a decisão de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém uma bravata de campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro. Líder do departamento de Cultura e Informação da OLP,  a ex-deputada palestina espera que a medida não se transforme em realidade. “Não seria bom testar as consequências”, afirma na entrevista exclusiva à RFI Brasil.

Daniela Kresch, correspondente da RFI Brasil em Tel Aviv

O que a senhora pensa sobre essa decisão do presidente eleito do Brasil de transferir a embaixada brasileira para Jerusalém?

Esperamos que isso seja apenas conversa e não se transforme em ação, porque se trata de uma decisão ilegal e muito irresponsável. Seria um passo provocativo e ilegal.

Haverá consequências no relacionamento entre Brasil e os palestinos?

Se acontecer, haverá sérias consequências. Esperamos que seja apenas retórica e que não seja implementada. Não seria bom para o Brasil.

Como assim?

Não seria bom para as relações comerciais do Brasil com o resto do mundo. Não apenas com o mundo árabe ou o mundo islâmico, mas com todo o mundo. O Brasil seria visto como um país que dá um passo ilegal e contra as exigências da paz.

Mas a transferência foi uma promessa de campanha de Jair Bolsonaro.

As pessoas dizem muitas coisas durante as campanhas. O fato de que ele prometeu não torna a promessa implementável. O Trump (presidente americano Donald Trump) prometeu muitas coisas em sua campanha, mas não implementou todas. Trump é repudiado em todo o mundo. Então, não acho que ele queira estar na companhia de Trump e de Netanyahu (o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu) como violadores da lei.

O Brasil ficará isolado, caso isso aconteça?

Sim, claro. A transferência teria consequências diplomáticas e econômicas, além de outras consequências. Ainda há tempo de voltar atrás. Lembro que o Paraguai chegou a transferir a embaixada para Jerusalém e voltou atrás. Tudo é reversível.

A senhora acredita que seria uma mudança muito profunda na diplomacia brasileira no Oriente Médio?

Parece-me que o Brasil sempre teve uma posição de legalidade e moralidade e boas relações com a Palestina e com o mundo árabe, independentemente de diferenças individuais ou de quem tenha vencido eleições. Achamos que isso deveria ser uma constante e as políticas do presidente deveriam refletir essa tradição.

Há uma tentativa da liderança palestina em tentar mudar a decisão?

Estamos apenas pedindo ao Brasil para usar sabedoria e responsabilidade e não dar esse passo. Para estar do lado da justiça e não da ilegalidade. Não seria bom testar as consequências.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.