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Brasil

Artistas franceses fazem apelo pela defesa da comunidade indígena Krenak

media Vista geral do distrito de Paracatuzinho, localizado a 100km da cidade de Mariana, MG. O local foi afetado pela enxurrada de rejeitos minerais da empresa Samarco Victor Moriyama/Greenpeace

Um coletivo de artistas franceses publicou no jornal Le Monde que chegou às bancas neste domingo (4) um artigo em que chama a atenção para a situação da comunidade indígena Krenak, vítima da poluição e das “escolhas irresponsáveis da multinacional Samarco”.

 

O apelo para a defesa do povo Krenak recebe o apoio da Fundação França Liberdades, que lançou uma campanha internacional chamada “Justiça para Krenak”. No texto, os artistas denunciam a violação dos direitos dessa população e a destruição de seu modo de vida pela Samarco.

“Se aceitamos apadrinhar esta campanha, é porque nossas duas viagens pela Amazônia para gravar a série ‘Guiana’ nos ensinaram muito sobre as consequências das atividades das mineradoras, legais e ilegais”, escrevem os autores. “Ao contrário do que afirmam as empresas, não existe uma forma de fazer extração preservando o ecossistema e mantendo as condições de existência aceitáveis para as populações vizinhas”.

O artigo lembra que o povo Krenak organizava sua vida em comunidade em torno do Rio Doce, uma cultura que já durava séculos. Até que houve o rompimento da barragem de Mariana, propriedade da Samarco, e “uma quantidade gigantesca de produtos tóxicos devastou o vale”. “Eles pescavam no rio, bebiam sua água, usavam-na na agricultura (...) A poluição massiva de suas terras aniquilou a vida cotidiana dos Krenak”.

“Crime de Mariana”

O coletivo afirma que o rompimento da barragem “não foi um acidente”, mas resultado das péssimas escolhas da Samarco, que “tinha perfeita consciência dos perigos que sua negligência apresentava para os Krenak”. “O balanço do que devemos chamar de ‘crime de Mariana’ é de 19 mortos, dezenas de cidades afetadas, centenas de milhares de pessoas privadas de água e expostas a riscos sanitários e 4 milhões de vidas impactadas direta ou indiretamente”.

O texto também lembra que, três anos depois, nenhum responsável foi condenado. A destruição das florestas, para o coletivo, contribui para as mudanças climáticas cujos efeitos só começam a aparecer. “Defender o povo Krenak é como defender a nós mesmos”, afirmam.

“É urgente impedir os criminosos que tiram proveito da destruição das condições de vida de centenas de espécies, incluindo a nossa. O crime de Mariana não pode permanecer impune, a multinacional Samarco deve responder por seus atos. Nós fazemos um apelo à solidariedade internacional para que a justiça seja feita; sobretudo que agora, com a eleição de Jair Bolsonaro, nossos temores quanto ao futuro dos Krenak duplicaram”.

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