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Brasil

Brasileiros vão às urnas para decidir futuro do país: extrema direita ou esquerda?

media Os dois candidatos que disputal a eleição presidencial no Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). ©REUTERS/Ricardo Moraes/Washington Alves

Depois de várias semanas de tensão, casos de violência, insultos, denúncias de utilização de fake news pelo WhatsApp e até operação em universidades visando estudantes e professores, mais de 147 milhões de brasileiros deverão ir às urnas neste domingo (28) para decidir se o futuro presidente do Brasil será Jair Bolsonaro, do PSL, ou Fernando Haddad, do PT.

Os dois candidatos tentam neste último dia de campanha, na véspera de eleição, convencer principalmente os eleitores indecisos.

Favorito nas intenções de voto, Bolsonaro utilizou durante todo o dia a rede social Twitter para falar com seus eleitores. Ele lamentou não poder estar fazendo campanha nas ruas devido às limitações de seu estado de saúde. Ele lembrou estar se recuperando de uma facada sofrida de um militante do PSOL. Em um dos tuítes, afirmou que a eleição ainda não ganha. "LEMBREM-SE NADA ESTÁ GANHO! Força até o fim!", tuítou. O ex-capitão do Exército chegou a dizer que estava com uma mão na faixa presidencial, após a vitória no primeiro turno.

Neste sábado, os apoiadores do candidato do PSL convocaram uma grande mobilização nas ruas para uma demonstração de força. Muito criticado pelas declarações homofóbicas, misóginas e racistas, Bolsonaro buscou nos últimos dias aliviar o tom de seus discursos. " Este país é de todos. Um Brasil de opiniões, cores e orientações diversas", escreveu em sua página facebook.

Muitos veículos da imprensa estrangeira, que acompanham de perto as eleições no país, dedicam várias reportagens e análises críticas para expressar preocupação com uma eventual vitória de Bolsonaro nas urnas. Apresentado como ultraconservador, de extrema direita e nostálgico da ditadura militar (1964-1985), ele é considerado por vários jornais e revistas influentes como uma grande ameaça para a democracia brasileira, com repercussões mundiais.

As últimas pesquisas dos institutos Datafolha e Ibope indicam que Bolsonaro tem cerca de 56% dos votos. As sondagens, no entanto, também mostraram uma  reação do adversário de esquerda, Fernando Haddad, que reduziu de 18 para 12 pontos a diferença para o rival na corrida eleitoral.

Haddad também usa as redes sociais para multiplicar ataques contra seu adversário, que se recusou a participar de debates no segundo turno, e também  anunciar os diversos apoios que vem recebendo dentro e fora do Brasil. Neste sábado, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, enviou uma mensagem pelo Twitter para o petista. "É um homem de valor, defensor da democracia, competente e corajoso", escreveu.

O candidato do Partido dos Trabalhores conta com a militância para tentar inverter a tendência. Na sexta-feira, em Salvador, milhares de pessoas saíram às ruas para mostrar a adesão à sua candidatura. Em outras cidades, como no Rio de Janeiro, apoiadores do candidato estão nas ruas para tentar convencer os indecisos.

Com o slogan "Hora da Virada", os eleitores de Haddad fizeram um apelo para seus partidários saírem de branco nas ruas como sinal de "paz", contra o discurso de "ódio" atribuído a Bolsonaro.

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