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Brasil

Após ter sido salvo por Lula, Battisti vai ser extraditado, promete Bolsonaro

media O ex-militante de extrema esquerda, Cesare Battisti, está foragido há mais de 30 anos. REUTERS/Nacho Doce

O candidato da extrema direita e favorito do segundo turno da eleição presidencial brasileira Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (16) no Twitter sua intenção de, se eleito, extraditar o ex-ativista de esquerda italiano Cesare Battisti. O europeu foi condenado por quatro homicídios em seu país e sua saída do Brasil havia sido impedida pelo ex-presidente Lula.

"Reafirmo aqui meu compromisso de extraditar o terrorista Cesare Battisti, amado pela esquerda brasileira, imediatamente em caso de vitória nas eleições", afirmou o candidato de extrema direita, em um tuíte postado em português e em italiano. "Mostraremos ao mundo nosso total repúdio e empenho no combate ao terrorismo. O Brasil merece respeito!", acrescentou.

O italiano foi condenado em 1993 pela justiça de seu país à prisão perpétua por quatro assassinatos e cumplicidade em outras mortes nos anos 1970, mas sempre alegou inocência. Battisti passou cerca de 30 anos foragido entre o México e a França, onde virou escritor de romances policiais, antes de se mudar para o Brasil.

Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou sua extradição, mas o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no seu último dia de mandato, em 2010, negou que o ex-militante fosse entregue à Itália, autorizando sua permanência no Brasil.

Em 2017, a extradição do italiano voltou a ser cogitada, quando a Justiça negociava a entrega às autoridades brasileiras do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, capturado quando estava foragido na Itália. Roma esperava conseguir em troca o envio de Battisti. O então presidente Michel Temer chegou a revogar a condição de refugiado político do ativista, abrindo o caminho para uma revisão do caso, mas a extradição nunca foi concluída.

Contatado pela AFP, Battisti reagiu ao tuíte de Bolsonaro com serenidade. "Ele não tem nada a ver com isso porque não é ele quem decide, é o Supremo Tribunal. Eu não estou preocupado com isso porque não é o Executivo que decide isso neste momento, é o Judiciário", enfatizou.

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