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Neutralidade de partidos no segundo turno aumenta desafio para Haddad

Neutralidade de partidos no segundo turno aumenta desafio para Haddad
 
Na corrida à presidência da República, a primeira pesquisa Datafolha do segundo turno, divulgada nesta terça-feira à noite, mostrou o Bolsonaro com 58% dos votos válidos e Fernando Haddad com 42%. . REUTERS/Ricardo Moraes/Paulo Whitaker/File Photo

O PSDB liberou os filiados no segundo turno, enquanto o PDT, de Ciro Gomes, vai de Haddad, mas com críticas ao PT. Com o desafio de reverter uma vantagem considerável de Jair Bolsonaro, o Partido dos Trabalhadores decidiu retirar um pouco a cor vermelha de seus slogans, falar menos de Lula e revisar o programa de governo atrás do voto de centro. O candidato do PSL, por sua vez, já discute possíveis nomes para a montagem de um eventual governo e tenta afastar a ligação de casos de violência de seu discurso.

Raquel Miura, correspondente em Brasília

Na corrida à presidência da República, a primeira pesquisa Datafolha do segundo turno, divulgada na noite de terça-feira (10), mostrou o militar com 58% dos votos válidos. Fernando Haddad está 16 pontos atrás, com 42%. São 6% de indecisos e 8% que declararam voto branco ou nulo.

Numa campanha em que o PSL conseguiu eleger a segunda maior bancada na Câmara, atrás apenas do PT, e com vários eleitos ligados a igrejas e a patentes militares, a pesquisa confirmou que Bolsonaro tem muita força entre os evangélicos: apoio de 60% deles. Haddad conta com 26%. Entre os católicos a briga é mais acirrada: o militar tem 46% e o petista 40%.

O levantamento também mostrou que a transferência de votos não tem respeitado o viés ideológico. Dos eleitores de Ciro Gomes, do PDT, 46% devem votar em Haddad e 40% em Bolsonaro.

Alexandre Bandeira da Associação Brasileira de Consultores Políticos diz que ainda há campanha pela frente, mas que o desafio do PT é muito grande. Segundo Bandeira, o caminho para Bolsonaro chegar ao poder é muito mais curto do que o caminho de Haddad, mas ainda não houve debate. "Teremos um problema se Bolsonaro não participar dos debates, porque aí não poderemos comparar projetos, não os veremos frente a frente", afirmou o analista se referindo às declarações do candidato de que até o dia 18 não poderá participar de debates por orientação médica.

Bandeira também destacou outro ponto da pesquisa, que mostra que muitos eleitores decidiram seus candidatos em cima da hora no primeiro turno. "Doze por cento dos eleitores entrevistados disseram que decidiram os votos no dia da eleição, no próprio domingo". Outros 26% escolheram ao longo de sete dias. Isso mostra um margem de eleitores que pode mudar ou decidir só nos últimos dias.

A margem de erro da pesquisa, encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo é de dois pontos para cima ou pra baixo. Foram ouvidos 3.235 ouvidos em 227 municípios.

Neutralidade

Alguns partidos como PR, Democratas e PSDB declaram neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais, deixando a escolha para cada filiado. "Nem um, nem outro, mas entendemos a situação de nossos candidatos que ainda estão no segundo turno", declarou o candidato derrotado Geraldo Alckmin, fazendo a ressalva que tanto os candidatos quanto os filiados estão livres para escolher qualquer nome. A maioria dos tucanos até aqui tem se inclinado ao ex-capitão do Exército.

O PTB vai com Bolsonaro. O PSB decidiu por Haddad, mas autorizou Márcio França, que disputa o segundo turno em São Paulo, e Rodrigo Rollemberg, que briga pelo governo do Distrito Federal, a tomarem a decisão com base nas alianças locais e no voto dos eleitores, já que são regiões onde Bolsonaro venceu com folga.

O PDT anunciou apoio a Haddad porque considera que há um risco à democracia no país, mas a decisão foi acompanhada de muitas críticas ao PT. Tanto que Ciro Gomes não subirá no palanque petista nem irá a atos de campanha. "O PT nos golpeou em vários momentos do processo eleitoral, como nas vezes em que impediu nossas alianças", disse Carlos Lupi, presidente do PDT. Por outro lado, ele considera que o momento é grave e "precisamos olhar antes de tudo para o país e há um risco contra a democracia". para Lupi, o risco é ainda mais grave porque pode vir pelas vias democráticas, pelo voto. "Vamos, portanto, nos posicionar contra Bolsonaro, mas vamos também nos concentrar no projeto Ciro 2022", afirmou o presidente do PDT.

Violência

Casos de violência ligados ao clima polarizado dessa campanha têm chamado a atenção de políticos e demais autoridades. A polícia investiga a morte de Romualdo da Costa, em Salvador. O mestre de capoeira foi atacado a facadas após fazer críticas a Bolsonaro durante uma conversa.

No Rio Grande do Sul, uma mulher registrou queixa dizendo que foi agredida ao descer de um ônibus e que teve a marca da suástica registrada no corpo com canivete por um grupo de rapazes. Ela usava uma camiseta com a frase ‘Ele não’, que virou marca de uma campanha contra o militar.

Jair Bolsonaro foi perguntado se declarações dele num tom mais agressivo direcionadas aos adversários não podem ter contribuído para casos como esses. Ele condenou excessos, mas se colocou como vítima:

"Quem levou a facada fui eu. Se alguém com a minha camiseta comete isso, eu lamento. Peço para não fazerem, mas eu não tenho controle sobre os milhares que me apoiam. Agora a intolerância e os ataques vêm do outro lado, eu sou a prova disso."

Bolsonaro considera que não existe uma onda de violência provocada pela situação política. Para o candidato do PSL, "não está tão bélico assim". Ele admite um clima está mais acirrado pela disputa, mas "são casos isolados e a gente espera não ocorram mais".

Haddad afirmou que foi procurado por políticos de outros partidos para discutir um pacto de paz nesse segundo turno. "Tive a felicidade de receber integrantes do PSDB, não posso revelar ainda quem são esses políticos, mas eles me entregaram uma carta de apoio e querem propor uma mediação para freiar a escalada de violência". O petista acrescentou que as discussões devem "avançar para chegar a um protocolo de civilidade para o bem do nosso país".

Recuo em propostas de governo

Bolsonaro parece ter jogado um balde de água fria nos mercados, que tinham recebido com euforia sua vitória no primeiro turno, ao descartar a privatização da Eletrobras e deixar no ar a reforma previdenciária, considerada essencial pelos investidores. Ele advertiu, ainda, que poderá limitar a penetração de capitais chineses.

"A China não está comprando no Brasil, ela está comprando o Brasil. Você vai deixar o Brasil na mão do chinês?", disse Bolsonaro em entrevista à rede Bandeirantes.

Os mercados não demoraram a reagir. A Bolsa de São Paulo caiu 2,8% nesta quarta-feira e o real se desvalorizou em relação ao dólar, fechando em 3,764 reais, acima dos 3,712 da véspera.

As ações da Eletrobras caíram 9% (chegaram a perder mais de 13% durante a sessão) e as de Petrobras, 2,87%.

A situação ficou ainda mais conturbada com a notícia de que o Ministério Público Federal abriu uma investigação contra seu assessor econômico, o neoliberal Paulo Guedes, por suspeitas de fraude com fundos de pensão de empresas estatais.


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