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Brasil

Le Figaro chama Bolsonaro de "irmão político" de presidente das Filipinas

media O candidato de extrema direita Jair Bolsonaro. AFP/Fernando Souza

A imprensa francesa volta a analisar nesta terça-feira (9) as eleições no Brasil, agora com o "Congresso mais conservador eleito nos últimos 30 anos". Segundo Le Figaro, "o caminho está livre para a extrema direita chegar ao poder".

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) já era chamado de "Trump tropical" pelo jornal Le Monde. O concorrente Le Figaro adotou a fórmula de "irmão político" de Rodrigo Duterte, o contestado presidente das Filipinas. A comparação foi feita pelo cientista político Maurício Santoro (UERJ), ouvido pela reportagem.

Assim como promete Bolsonaro, Duterte implementou uma política de tolerância zero contra o tráfico de drogas. Porém, em um discurso público na semana passada, o líder filipino confessou que o único pecado do qual se arrepende são os assassinatos extrajudiciais decorrentes de sua luta contra os traficantes de drogas. Em dois anos, 23.000 filipinos foram mortos a bala nas ruas de Manilha. Desse total, 5.000 supostos traficantes perderam a vida em tiroteios com a polícia.

Em uma análise sobre o Congresso eleito, Le Figaro fala que os eleitores eliminaram caciques da esquerda e da direita que dominavam há décadas a política brasileira. Do MDB, do presidente Michel Temer, ao PSDB, de Geraldo Alckmin, explica Le Figaro, milhares de eleitores conservadores transferiram seus votos para o partido de Bolsonaro.

Le Monde: "PT nunca colocou democracia em risco"

Em novo editorial de capa, Le Monde afirma que a democracia brasileira está ameaçada por um regime populista de direita. "Nós não podemos colocar o Partido dos Trabalhadores e Jair Bolsonaro em pé de igualdade. Lula e seus herdeiros nunca colocaram em risco o processo democrático no Brasil", escreve Le Monde.

A publicação lembra que os petistas deixaram seus cargos quando a presidente Dilma Rousseff foi destituída em 2016, após um processo que teve sua legitimidade contestada. A perspectiva de uma presidência de Bolsonaro, por outro lado, está repleta de ameaças para a jovem democracia brasileira, adverte Le Monde.

"Guru econômico" de Bolsonaro tem reputação questionada

Em chamada de capa, Les Echos, principal jornal econômico da França, afirma que o extremista de direita promete um tratamento de choque ultraliberal à economia brasileira, caso seja eleito.

"O vídeo de Bolsonaro ao lado do economista Paulo Guedes – com a mensagem aos investidores que eles podem dormir tranquilos – foi 100% bem-recebido pelos mercados", destaca Les Echos. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta na segunda-feira (8) e o dólar recuou. Se Bolsonaro for eleito, "Guedes vai pilotar um super ministério e pretende privatizar 150 empresas públicas para reforçar o caixa do Estado com R$ 1 trilhão, soma colossal equivalente a € 230 bilhões", explica o correspondente em São Paulo.

O guru econômico de Bolsonaro, escreve Les Echos, quer "mudanças rápidas para diminuir o déficit primário já no ano que vem". No entanto, o diário ressalta que o ponto fraco de Guedes é sua total falta de experiência no setor público e a reputação de não ser aberto ao diálogo. Seria como dar um cheque em branco, já que Bolsonaro admite não entender nada de economia. Mesmo assim, para o candidato de esquerda Fernando Haddad, o segundo turno tem ares de missão impossível, conclui o jornal.

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