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Brasil

Haddad muda agenda na reta final para tentar barrar Bolsonaro no Nordeste

media Le candidat à la présidentielle brésilienne, Fernando Haddad, du Parti des Travailleurs en campagne à Manaus, le 29 septembre 2018. ©REUTERS/Bruno Kelly

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, mudou a agenda deste sábado (6), na véspera das eleições, diante do receio de um crescimento maior do candidato do Partido Social Liberal (PSL), Jair Bolsonaro, no Nordeste. O ex-prefeito de São Paulo ficaria na região Sudeste nesta reta final, mas incluiu uma caminhada na maior cidade do interior da Bahia, Feira de Santana.

Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília

Haddad intensificou as críticas ao rival militar, dizendo que ele é “um risco à democracia”. O candidato do PT também pediu que a militância reforce a mobilização neste último dia. “Nesta reta final, vamos juntos às ruas e nas redes sociais levar o 13 para as urnas. Leia nosso plano de governo para tirar o país da crise e melhorar a vida de todos”, disse Haddad.

Jair Bolsonaro, por sua vez, espera contar com um tripé para angariar votos nessa fase final: a bancada BBB (Bala, Boi e Bíblia), que reúne os ruralistas, os políticos e autoridades que defendem o armamento do cidadão e os religiosos. O PSL recebeu apoio de vários pastores, como Silas Malafaia, da assembleia de Deus. “Não estou falando de religião, estou falando de ideologia. O Ocidente vive um modelo judaico-cristão. Aí esses esquerdopatas querem destruir isso para implantar um modelo esquerdista, contra todos os nossos valores”, afirmou o líder religioso.

Ciro tenta se afirmar como terceira via e Alckmin perde apoio de seus próximos

Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), vai fechar a campanha em seu estado, o Ceará. Ele cita as pesquisas eleitorais para se afirmar como terceira via. “Quero pedir a Deus que ilumine minha palavra porque eu sou o único que ganha com folga do Bolsonaro, que é a direita fascista, preconceituosa. E que vence também o Haddad, para também dar uma resposta ao antipetismo, que em parte não se justifica, mas em grande parte vem das contradições do PT”, declarou.

Já Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), tenta mostrar otimismo, embora até quem ele apadrinhou como o candidato ao governo de São Paulo, João Dória, já fala em dar apoio a Bolsonaro no segundo turno. “A partir de segunda-feira, dia 8, eu voto contra o PT. Não há a menor chance de eu apoiar esse partido”, disse Dória.

Qualquer ato de campanha, como distribuição de santinhos e carreatas, só será permitido até as 22h deste sábado. No domingo, o eleitor pode usar camiseta do candidato, mas sem verbalizar apoio.

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