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Brasil

RFI lança seu primeiro podcast: A história do Brasil nas ruas de Paris

media Capa do livro, a história do Brasil nas ruas de Paris M. Assunção

Depois de vender mais de 10 mil exemplares, o livro A história do Brasil nas ruas de Paris ganha agora sua versão podcast, uma produção original da RFI Brasil. Dividido em 21 capítulos de aproximadamente 7 minutos, o podcast entra no ar nesta segunda-feira (17) no site e aplicativos da RFI e nas redes sociais.

A influência da França na formação da cultura brasileira é inegável. Centenas, senão milhares de livros já foram escritos sobre a França no Brasil, desde a invasão da baía de Guanabara por Nicolas de Villegagnon até a influência de Le Corbusier na arquitetura moderna brasileira, passando por Debret, Lévi-Strauss, Jacques Lacan e um incontável número de artistas, cientistas e intelectuais.

Com A história do Brasil nas ruas de Paris, o jornalista Maurício Torres Assumpção propõe uma guinada de 180 graus nesta perspectiva histórica. Se a França influenciou tanto o Brasil, não poderia o Brasil ter influenciado a França? Partindo dessa hipótese, Maurício passou três anos pesquisando as relações franco-brasileiras, com ênfase na participação de grandes nomes da história do Brasil.

“Tudo começou com Santos Dumont”, explica Maurício em entrevista para a RFI. “Há uma placa na avenida des Champs-Élysées que nos lembra que ali, em 1903, Santos Dumont aterrissou com o seu dirigível causando uma tremenda confusão. Depois, quando eu fui morar na praça do Colonel Fabien, eu conheci a sede do Partido Comunista Francês, obra do Oscar Niemeyer, tombada pelo Patrimônio Histórico francês. Somando uma coisa a outra, eu cheguei, finalmente, a placa que homenageia Dom Pedro II no hotel Bedford, na rua de l’Arcade. Ali, então, eu pensei: daria para escrever um livrinho sobre os brasileiros em Paris...”

O “livrinho” de Maurício, que, em princípio, deveria ser um guia de curiosidades para os turistas brasileiros, acabou se tornando um livro de 500 páginas que cobre 200 anos da história do Brasil, de Dom Pedro I a Oscar Niemeyer. Todos, grandes nomes que passaram temporadas ou se radicaram na França.

O legado

“Mas havia uma condição”, explica Maurício. “Para entrar no livro, a figura histórica teria que, realmente, ter deixado um legado em Paris. Isto é, teria que ser alguém que se destacasse na sua área, chamando a atenção da imprensa, e ganhando o respeito e a admiração dos seus pares franceses. E, se possível, eu queria mostrar algo que pudesse ser visto ou visitado pelos leitores brasileiros: uma placa, um monumento, um edifício!”.

Nesse aspecto, Santos Dumont é o campeão. Só na capital francesa, A história do Brasil nas ruas de Paris revela duas placas, dois monumentos e um nome de rua em homenagem ao inventor: a rua Santos-Dumont, no 15o arrondissement de Paris. Mas há também placas e bustos de Dom Pedro II e Heitor Villa-Lobos, além dos edifícios e palácios onde moravam as outras figuras históricas do livro.

O podcast

Depois de ter vendido mais de 10 mil exemplares, sendo finalista do Prêmio Jabuti na categoria Reportagem, A história do Brasil nas ruas de Paris segue o seu destino, tornando-se o primeiro podcast produzido pela Radio France Internationale, com roteiro de Maurício e direção técnica do francês Pierre Zanutto.

“A ideia do podcast surgiu aos poucos”, lembra Maurício. “Na verdade, nós queríamos substituir certos programas que eram reprisados no final-de-semana, na transmissão em português da RFI para as rádios brasileiras. Mas como tudo, hoje em dia, passa forçosamente pela internet, nós percebemos que o programa teria muito mais audiência se fosse veiculado no formato de podcast, podendo ser ouvido a qualquer momento no site da RFI”.

O improviso

Os sete capítulos originais do livro foram então divididos em 21 capítulos de sete minutos, com uma versão mais longa para a website. Na voz de jornalistas e atores, Dom Pedro I, Santos Dumont, Heitor Villa-Lobos invadiram os estúdios da RFI, dando vida ao texto do livro.

Com a criatividade de Zanutto, a sonoplastia, cuidadosamente trabalhada, transporta o ouvinte para o século 19, onde ele pode embarcar no dirigível de Santos Dumont ou viajar de navio com Dom Pedro II. Tudo mixado em 3D, usando os mais modernos equipamentos de som. Mesmo assim, ainda sobrou espaço para o improviso e a inventividade.

“Eu tenho a sorte de trabalhar com o Pierre Zanutto, que tem uma incrível sensibilidade auditiva para montar e mixar efeitos sonoros. Quando nós já não tínhamos mais atores em Paris para interpretar tantas vozes, foi o Pierre quem sugeriu: por que não pedimos a atores brasileiros que gravem no smartphone? Foi um golpe de mestre! Manipulando as gravações na mesa, nós conseguimos fazer com que atores morando em Paris e São Paulo participassem do mesmo diálogo!”.

Duas séries

Num primeiro momento, os leitores e ouvintes da RFI têm acesso a 14 dos 21 capítulos programados. Assim, vamos conhecer a saga do imperador e compositor Dom Pedro I, o fanatismo dos positivistas brasileiros, a presença majestosa de Dom Pedro II em Paris, além das aventuras aéreas de Santos Dumont, o brasileiro mais querido dos franceses.

A partir de novembro, a RFI apresenta a segunda série do podcast, apresentando Heitor-Villa Lobos, o compositor cuja música selvagem conquistou Paris, e Oscar Niemeyer, cujas obras são respeitosamente tombadas e preservadas pelo Patrimônio Histórico da França.

 
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