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Brasil

Imprensa da Europa descreve Brasil "em curto-circuito" com greve dos caminhoneiros

media "Nós brasileiros pedimos intervenção militar urgente", diz cartaz em inglês exibido em manifestação de apoio a caminhoneiros em São Paulo, no dia 28 de maio. REUTERS/Leonardo Benassatto

Os principais jornais europeus continuam falando da greve dos caminhoneiros brasileiros nesta quarta-feira (30), décimo dia do movimento. A imprensa lembra que a mobilização ganha apoio dos petroleiros, que paralisam por 72 horas.

Em matéria publicada nesta manhã em seu site, o diário El Pais diz que se for fazer um resumo, o Brasil se tornou nos últimos dias "um país de 209 milhões de pessoas em curto-circuito devido à greve dos caminhoneiros", furioso com a alta dos combustíveis e que conseguiram parar o país bloqueando as estradas e as entregas de mercadorias.

Segundo El Pais, a pressão foi tamanha que o presidente Michel Temer foi obrigado a aceitar as exigências da categoria - reduzindo o preço do litro do diesel em 46 centavos durante 60 dias e eliminando a cobrança dos pedágios nos eixos bloqueados pelos caminhões. As concessões não foram suficientes - reitera o jornal - e os caminhoneiros continuam a greve, apoiados agora pelo petroleiros, um movimento "fermentado por disputas políticas", a cinco meses da eleição presidencial, lembra El Pais.

O site do jornal português Público se surpreende com os pedidos dos caminheiros por uma intervenção militar. Enquanto isso, "o governo acusa movimentos políticos infiltrados de fomentar os protestos e nas ruas há cada vez mais manifestantes que pedem a queda de Temer", ressalta o diário. Neste estado da mobilização, muitas das ações são consideradas espontâneas e autônomas, além da participação de três movimentos políticos distintos, intitulados de “Intervenção militar já”, “Fora Temer” e “Lula Livre”, destaca o site do jornal Público.

Prejuízos para a economia

Também em sua versão online, uma matéria do diário britânico The Guardian escreve que 70 milhões de aves tiveram que ser sacrificadas desde o início da greve dos caminhoneiros no Brasil, "o maior exportador mundial de frango". O motivo é que, com a paralisação dos transportes nas estradas, os criadores não têm mais comida para alimentar os animais, temendo que os bichos tenham que recorrer ao canibalismo, explica o jornal.

The Guardian salienta que, com a greve, os produtores rurais calculam perdas de R$ 6 bilhões. Além disso, destaca que 4 mil caminhões que transportam carne estão bloqueados nas estradas e a mercadoria deve apodrecer em breve, impedindo a exportação de 120 mil toneladas de carne.

Já o jornal Les Echos avalia que é a Petrobras "a principal vítima" da greve dos caminhoneiros. A gigante registrou uma queda de 14% de suas ações na Bolsa de São Paulo, e uma perda de 126 bilhões de reais.

Como se não bastasse, escreve Les Echos, os sindicatos do setor aumentam ainda mais a pressão, unindo-se aos caminhoneiros e paralisando durante 72 horas a partir desta quarta-feira. Eles exigem a renúncia do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que já respondeu por comunicado, que não pretende deixar a liderança da gigante do petróleo no Brasil.

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