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Brasil

Planejar outro candidato a não ser Lula enfraqueceria o PT, diz Dilma em Londres

media Ex-presidente Dilma Rousseff foi uma das palestrantes do Brazil Forum UK, que se iniciou neste sábado (5) na London School of Economics, de Londres. LSE/ divulgação

A ex-presidente Dilma Rousseff negou que o PT planeje retirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da corrida presidencial. Em discurso feito na London School of Economics, na capital britânica, como parte de um ciclo de debates sobre o Brasil, Dilma afirmou que o partido não deve oferecer outro candidato para substituir Lula, que está preso.

Maria Luisa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

“Lula representa uma possibilidade concreta de derrotar o golpe. Se ele não tivesse essa possibilidade, não estaria na cadeia”, explicou. “Nós [do PT] não vamos fazer o papel de condená-lo e oferecer outro candidato. Se fizermos esse papel, perdemos a narrativa e perdemos o futuro. Debater essa questão do plano B seria nos enfraquecer.”

Dilma negou também que o PT tenha a intenção de apresentar Lula como vice em uma chapa encabeçada por outro partido de esquerda. “Em tempos normais, o PT pode cogitar apoiar outro partido. Acho até que deve. Mas na atual conjuntura, esta não é a posição do partido”, declarou.

A ex-presidente encerrou o primeiro dia do Forum Brazil UK, realizado em Londres neste sábado (5). O fórum, que continua no domingo na Universidade de Oxford, marca os 30 anos da Constituição brasileira, com palestras e debates sobre temas como economia, planejamento urbano, saúde e segurança pública, entre outros.

Referendo sobre reformas e assembleia constituinte

Dilma reiterou uma promessa feita por Lula em março de que, se eleito, convocará um referendo revogatório e uma nova assembleia constituinte. “Estamos vivendo um período de transição. O Brasil vai ter de ser reconstruído, com uma restituição de todas as instituições”, disse. “O referendo seria para perguntar para a população sobre a reforma trabalhista, sobre a privatização das estatais, sobre a privatização de nossos recursos. Se quisermos fazer uma verdadeira reforma no Brasil, precisamos fazer uma discussão com toda a sociedade, com uma nova constituinte.”

A ideia de uma nova constituinte foi rejeitada mais cedo por outro palestrante do fórum, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso. “Não se pode desprezar o capital político representado pela Constituição de 1988, ainda mais para um país da América Latina”, afirmou Barroso. “Apesar de a fotografia atual do Brasil ser devastadora, a história da nossa Constituição é boa. Ela conseguiu apreender e moldar o processo político. No espaço de uma geração, nós derrotamos a ditadura e a hiperinflação e tivemos enormes vitórias na área da inclusão social.”

Menos partidos

Dilma defendeu ainda uma reforma que reduza o número de partidos no país. “O Brasil saiu de 1988 com uma condição de governabilidade. Mas hoje não é possível ter governabilidade com 25 partidos. Não há 25 projetos diferentes para o Brasil.”, disse.

Em sua palestra, Dilma fez novamente várias alusões ao que chamou de “golpe” contra ela e Lula. A ex-presidente foi aplaudida de pé pela plateia formada, em sua maioria, por estudantes e acadêmicos brasileiros em Londres. No entanto, ao chegar à London School of Economics, a ex-presidente teve que ser conduzida por seguranças a uma entrada alternativa, devido à presença de um punhado de manifestantes da oposição na frente da faculdade.

Neste domingo, o fórum continua na Universidade de Oxford. A palestra mais aguardada é a da pré-candidata Marina Silva, da Rede.

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