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Brasil

Brasil melhora, mas ainda fica abaixo da 100ª posição em ranking de liberdade de imprensa

media RSF diz que políticos brasileiros não gostam que jornalistas se aproximem de seus interesses. REUTERS/Ivan Alvarado

O Brasil subiu uma colocação, mas ainda se encontra em posição desfavorável – em 102° lugar – no ranking mundial de liberdade de imprensa publicado nesta quarta-feira (25) pela ONG francesa Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Contaminado pela corrupção e a violência, o Brasil não consegue se posicionar acima do 100° lugar, observa a RSF. "Em um contexto de extrema tensão e polarização política, simbolizado pela destituição da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016, as autoridades brasileiras demoram a colocar a liberdade de imprensa entre suas prioridades", diz o documento.

A ONG francesa nota que as agressões contra jornalistas apresentam um leve recuo no Brasil, mas continuam frequentes, principalmente em manifestações. "Desde que eles se aproximam dos interesses de eleitos e do poder político, os jornalistas são intimidados ou visados por processos judiciais abusivos", destaca o relatório. Para a RSF, "essa situação de vulnerabilidade é particularmente perceptível em regiões remotas, distantes dos grandes centros urbanos, onde as mídias independentes e comunitárias não recebem apoio público e enfrentam dificuldades para garantir sua perenidade".

A Noruega continua em primeiro lugar no ranking, como o país que mais respeita a liberdade de imprensa. A Coreia do Norte aparece em último lugar na lista.

Midiafobia vira fenômeno planetário

A RSF destaca ainda o clima de ódio em relação aos jornalistas, cada vez mais pronunciado no mundo. Segundo o documento, a hostilidade contra os profissionais da imprensa, encorajada por políticos e pela vontade de regimes autoritários de exportar sua visão de jornalismo, ameaçam as democracias.

"Cada vez mais chefes de Estado democraticamente eleitos veem a imprensa não mais como um pilar essencial da democracia, mas como um adversário contra o qual eles exibem abertamente sua aversão. [...) Os Estados Unidos de Donald Trump figuram agora na 45ª posição do ranking, tendo recuado duas colocações. O presidente adepto dos ataques à imprensa, descomplexado, que qualifica repórteres como 'inimigos do povo', utiliza uma fórmula usada no passado por Josef Stalin [o ditador russo que comandou a União Soviética até sua morte, em 1953]", critica a RSF.

Venezuela sofre maior queda na América Latina

Vários países latino-americanos seguem figurando entre os mais perigosos do mundo para exercer o jornalismo. A Venezuela (143º), onde o governo do presidente Nicolás Maduro "segue se distinguindo por seus excessos autoritários", sofreu a maior queda do continente, recuando seis posições.

Cuba, onde o "regime castrista monopoliza quase por completo a informação", segue como o país pior classificado no continente (172º), enquanto a Costa Rica, que tem uma "sólida base legal em matéria de liberdade de informação", ocupa a melhor posição (10º).

O México, onde onze jornalistas foram mortos no ano passado, tornou-se o segundo país mais fatal para os jornalistas em 2017, destaca a RSF.

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