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Brasil

União Europeia proíbe importação de carne de 20 frigoríficos brasileiros

media O Brasil era responsável por 50% do frango importado pelo bloco europeu até final do ano passado Jonas de Oliveira/ ANPR

A União Europeia (UE) proibiu 20 frigoríficos brasileiros de exportarem carne bovina e carne de frango para os países do bloco. Com o embargo, que entra em vigor 15 dias após a decisão ser oficialmente publicada, essas empresas estão descredenciadas da lista de fornecedores europeus. A decisão foi votada em unanimidade e a reabilitação destas empresas pode levar anos. A Comissão Europeia, que fez o anúncio nesta quinta-feira (19), alega problemas sanitários nos produtos. Em relação à carne de frango, o problema principal é a questão da bactéria salmonela.

Correspondente da RFI em Bruxelas

Para o Brasil, a decisão é considerada uma barreira comercial. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que “não resta outro caminho a não ser entrar com um painel na Organização Mundial do Comércio” para questionar as exigências sanitárias rigorosas de Bruxelas. Na OMC, o Brasil vai questionar os diferentes critérios usados pelo bloco europeu para a carne de frango in natura e a salgada – com 1,2% de sal adicionado. Enquanto a primeira consegue entrar na UE com análises para apenas dois tipos de salmonela; o frango salgado – sobre o qual incide um imposto de 15,4% - é submetido a testes para 2.6 mil tipos de salmonela.

Devido às irregularidades nas inspeções sanitárias dos frigoríficos brasileiros, reveladas pela Operação Trapaça, um desdobramento da Carne Fraca, a União Europeia aumentou o número de testes e modificou os parâmetros aceitáveis para a presença da salmonela na carne de frango. Recentemente, a principal exportadora de frangos para a Europa, a empresa BRF, foi acusada de fraudar laudos de análises laboratoriais sobre contaminação por salmonela para garantir a venda de seus produtos para o bloco europeu.

O embargo europeu atinge 20 estabelecimentos cujos nomes não foram divulgados. Segundo fontes, a BRF, a maior exportadora de carne de frango no Brasil, é a mais implicada, além da JBS e da Aurora Alimentos.

Brasil não descarta retaliar importação de produtos europeus

Além da queixa na OMC, o governo brasileiro não descarta retaliar importações de produtos europeus como queijos, vinhos, azeite e bacalhau. “Esta questão da guerra comercial, nós temos visto a estratégia dos EUA com ‘América em primeiro lugar’, mas existe também a ‘Europa em primeiro lugar’”, desabafou o ministro Maggi.

Um dia antes do anúncio da Comissão Europeia sobre o descredenciamento dos frigoríficos brasileiros, o Ministério da Agricultura liberou a produção e certificação sanitária de 10 fábricas ligadas ao grupo BRF a retomar exportação para o bloco europeu, mesmo admitindo que elas poderiam ser barradas pelo bloco. Estes estabelecimentos tiveram as certificações de exportação suspensas no mês passado pelo governo brasileiro.

O Brasil é o maior produtor mundial de frango e o mercado da UE representa cerca de 15% das vendas. Com a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, o Brasil reduziu a cota para 400 mil toneladas de diversos tipos de carne de frango para os países do bloco europeu. A carne de frango salgada, que soma 170 mil toneladas, é o principal produto exportado e é a que está sendo mais afetada pelo corte de cotas. No ano passado, as exportações brasileiras de carne de frango para UE foram de apenas US$ 201 milhões, quase metade do que o país vendia nos anos anteriores.

Comercialmente, o receio é que o Brasil perca espaço para concorrentes da Polônia e da Ucrânia, ou por produtores de outras regiões, como argentinos e chilenos. Segundo dados da comissão de Agricultura da UE, o Brasil era responsável por 50% do frango importado pelo bloco europeu até final do ano passado. Na semana passada, uma missão brasileira se reuniu com autoridades sanitárias em Bruxelas na esperança de contornar a situação; mas a Comissão Europeia não aceitou os argumentos do governo brasileiro.

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