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Brasil

Consequências da prisão de Lula para o Brasil ainda são imprevisíveis, avalia Le Monde

media Ex-presidente Lula chegou à sede da Polícia Federal de Curitiba na noite deste sábado, 7 de abril de 2018. Heuler Andrey / AFP

A prisão de Lula é noticiada com destaque pela imprensa europeia na manhã deste domingo (8). Desde sexta-feira (6), jornais, rádios e TVs da Europa acompanham com interesse o desenrolar situação no Brasil.

"Antes de se entregar à polícia e ser preso", Lula reafirmou sua inocência e denunciou um crime político, informa a rádio pública FranceInfo. Para ilustrar a divisão do Brasil hoje, a TV LCI mostra com imagens que no sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo o ex-presidente chegou a ser impedido por seus partidários de se render e, em Curitiba, foi vaiado por seus opositores. Esse foi "o louco último dia Lula antes de sua primeira noite na prisão", indica a reportagem.

O correspondente da RFI em francês descreve o novo universo de Lula, uma cela de 15 metros quadrados na sede da Polícia Federal de Curitiba, onde ele irá cumprir a pesada pena de mais de 12 anos de prisão por corrupção. O maior dos privilégios concedido ao ex-presidente pelo juiz Sérgio Moro é um chuveiro com água quente e uma televisão.”

Preso e candidato?

Le Figaro explica que Lula, grande figura da esquerda mundial, não podia mais evitar a detenção, dois dias após a ordem de prisão de Moro. No entanto, mesmo detido, o ex-presidente pode continuar sendo candidato às eleições presidenciais de outubro que parecem cada dia mais incertas. Caberá à justiça eleitoral determinar a ilegibilidade do favorito nas pesquisas de opinião.

Talvez já pensando em possíveis sucessores, Lula aproveitou a manifestação de ontem na frente do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo para elogiar jovens políticos de esquerda, ressalta Le Monde. O petista abraçou Manuela D’Avila, candidata à eleição de outubro pelo PCdoB, e Guilherme Boulos, do PSOL, mas, segundo a correspondente do jornal, esqueceu de apresentar o provável candidato de seu próprio partido PT, Fernando Haddad.

Afirmando que uma página da história do Brasil se fecha, Le Monde escreve que “ninguém é ainda capaz de avaliar as consequências que o choque da prisão do ex-presidente vai provocar no destino do país.

Instabilidade institucional

O espanhol El Pais, que dedica o editorial de domingo ao caso. O texto defende que o petista deve cumprir as decisões da Justiça - para o jornal, recusar a sentença, em "um ano de eleições cruciais", apenas aprofundaria a instabilidade institucional na qual o país se encontra. El Pais destaca ainda a "preocupante emergência" das forças armadas no debate político brasileiro, em pleno período pré-eleitoral. 

O jornal britânico Guardian salienta que provavelmente Lula não cumprirá toda a sentença, mas "a detenção acaba, por enquanto, com a sua esperança de disputar as eleições em outubro". O texto ressalta a rapidez com a que a Justiça agiu no caso de Lula, ao mesmo tempo em que o presidente Michel Temer conseguiu escapar duas vezes de ser investigado por denúncias de corrupção, graças ao apoio que tinha no Congresso. 

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