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Brasil

Presidenciáveis de esquerda e direita lamentam prisão de Lula

media Ex-presidente Lula fez neste sábado seu último discurso antes de se entregar à Polícia Federal. REUTERS/Leonardo Benassatto

Partidos mais ligados ao PT afirmam que não há provas contra o ex-presidente e que Lula é preso político. Outros presidenciáveis lamentam prisão, mas dizem que há avanço na aplicação da justiça.

Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília

Um país dividido. Buzinas e fogos de artifício de um lado, para comemorar a prisão do ex-presidente Lula. Mas, de outro, muito choro e gritos de resistência, por parte de apoiadores do petista.

Pré-candidatos à presidência do país também se dividiram. Os mais ligados ao PT disseram que a prisão é política e sem provas. Outros lamentaram a situação de um ex-chefe do Executivo atrás das grades, mas disseram que é um sinal de avanço e do cumprimento da lei.

Ex-ministra brasileira do Meio Ambiente no governo Lula, Marina Silva lamentou a prisão. Vagner Campos/ MSILVA Online

Marina Silva, ex-ministra de Lula e hoje nome da Rede para disputar as eleições de outubro, disse que não é hora de comemoração, mas de ter esperança. Em evento em Brasília neste sábado, no qual reafirmou seu desejo de disputar novamente a presidência da República, ela disse que o avanço vai existir se outros políticos forem também punidos.

"Um ex-presidente que poderia estar apto para fazer o que bem quisesse na política agora está interditado pela justiça por erros que cometeu. Não é para se comemorar, é um momento triste. Mas também de esperança, de que pode ser o início de uma fase em que a lei é para todos”, declarou Marina. “Mas isso só acontecerá se não permitirem mais que os 'Renans', os 'Aécios', os 'Padilhas' e os 'Temers' fiquem impunes.”

Lamentos, mas exaltação de “evolução”

Henrique Meirelles, que acaba de deixar o Ministério da Fazenda de olho nas eleições de outubro, afirmou que a situação “é triste”. Ele também foi integrante da equipe de Lula, chefiando o Banco Central, e sonha agora em ser o candidato do MDB ao Planalto.

Henrique Meirelles deixou o Ministério da Fazenda de Temer para tentar concorrer à presidência pelo MDB. REUTERS/Ueslei Marcelino

"Eu acho triste, uma coisa muito tocante e desagradável. Mas tem que se respeitar a justiça e é importante que as instituições funcionem no país", afirmou Meirelles.

Geraldo Alckmin, do PSDB, disse que "é lamentável, mas é o fim da impunidade, a lei vale para todos". O senador Álvaro Dias, do PODEMOS, foi nessa linha ao destacar que "é lastimável ver um ex-presidente da República ser conduzido à prisão. Mas é uma evolução. Estamos caminhando para uma nova justiça no país".

Já Ciro Gomes, presidenciável pelo PDT, disse que ficou aflito com o desenrolar da prisão de Lula por ser seu amigo. Destacou que ele fez muito pelos mais pobres e que "parte importante do País, na qual me incluo, não consegue ver justiça, muito menos equilíbrio em uma providência tão amarga, enquanto remanescem intocados notórios corruptos do PSDB".

Esquerda solidária

Para o pré-candidato do PSOL à presidência, Guilherme Boulos, a prisão tem fins políticos: "É uma prisão arbitrária, sem provas, uma prisão política. O juiz Sérgio Moro mais uma vez agiu como um partido político", disse Boulos, que esteve com Lula nos atos em São Bernardo do Campo.

Manuela D'ávila, do PCdoB, também participou dos eventos em defesa do ex-presidente. "Lula é um preso político. Não há provas e vamos manter o grito de luta", afirmou a pré-candidata comunista.

Último discurso de Lula

Antes de se entregar, Lula discursou a uma multidão que fez vigília em frente ao sindicato dos metalúrgicos. “Eu vou atender o mandado deles. E vou atender porque eu quero fazer a transferência de responsabilidade. Eles acham que, se dependesse da minha vontade, eu não iria. Mas eu vou”, declarou o petista. “Eu vou porque eles vão dizer a partir de amanhã que o Lula está foragido, que o Lula está escondido. Não, eu não estou escondido. Eu vou lá na barba deles para eles saberem que eu não tenho medo, que eu não vou correr, e para eles saberem que eu vou provar minha inocência", exaltou Lula no microfone, em cima de um carro de som.

Lula disse que o tríple no Guarujá, motivo de sua condenação na primeira e na segunda instâncias, não é dele nem de sua família. Ao terminar, o ex-presidente conclamou a militância e seus apoiadores a continuar a defendê-lo.

"Não adianta tentar evitar que eu ande por este país, porque tem milhões de Lulas, de Boulos, de Manuelas, de Dilmas Rousseff para andar por mim. Não adianta tentar acabar com minhas ideias. Elas já estão pairando no ar, e não tem como prendê-las. Não adianta tentar parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar, eu sonharei pela cabeça de vocês e pelo sono de vocês."

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