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Brasil

Le Figaro: Exército está de olho na decisão do STF sobre futuro de Lula

media Manifestação anti-Lula no Rio de Janeiro defende o encarceramento do ex-presidente. REUTERS/Ricardo Moraes

A imprensa francesa dá destaque às manifestações ocorridas ontem à noite no Brasil para pedir a prisão do ex-presidente Lula. A mobilização anti-Lula é forte, assinala o jornal Ouest France nesta quarta-feira (4), um dos maiores do país. Le Figaro destaca o comentário inadequado do comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, que gerou críticas na medida em que militares não deveriam comentar as decisões dos poderes civis constituídos.

Vários sites de informação franceses relatam o ambiente febril no Brasil na véspera da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o habeas corpus apresentado pela defesa do petista, a fim de evitar que Lula seja preso na sequência da condenação em segunda instância.

Le Monde afirma que o destino de Lula está nas mãos da ministra Rosa Weber. Já o conservador Le Figaro retoma um despacho da agência britânica Reuters, mostrando como a cúpula militar se posicionou. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, escreveu no Twitter que "o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais". A declaração, conta a Reuters, provocou vivas reações. O deputado Chico Alencar reagiu no Twitter dizendo que "numa democracia, um chefe militar não tem nada a dizer aos dirigentes da República".

A Reuters lembra que Lula nega as acusações de corrupção e acusa a Justiça de tentar barrar sua candidatura a um novo mandato. "Ele prometeu se candidatar mesmo estando preso", cita o texto.

Tanto a Reuters quanto a agência de notícias francesa AFP publicam reportagens das manifestações anti-Lula em capitais brasileiras. "Só em São Paulo, sete carros de som animavam a multidão concentrada ao longo da Avenida Paulista, no centro da cidade, repetindo 'Lula nunca mais'", conta a AFP. "O juiz Sérgio Moro, que no ano passado condenou o ex-presidente a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi aclamado pela multidão", prossegue o texto. A sentença, confirmada em janeiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), eleva a pena de Lula a 12 anos e um mês de reclusão.

"Carisma intacto"

Apesar das condenações, o carisma de Lula continua intacto para uma parte da população brasileira, observa a AFP, explicando que o petista tem o reconhecimento de milhares de brasileiros que saíram da miséria graças aos programas sociais implementados em seus dois governos. "As manifestações anti-Lula desta terça-feira (3) reuniram um outro público: a maioria eram brasileiros brancos, das classes média e alta, vestidos com camisetas verde-amarelas da seleção brasileira de futebol", destaca a AFP.

Se o pedido de habeas corpus for aceito pela maioria dos 11 magistrados do STF, o caso pode se arrastar por anos e Lula poderia continuar fazendo pré-campanha. Mas se for rejeitado, o líder do PT, de 72 anos, pode ser preso para começar a cumprir a pena relacionada ao processo do tríplex no Guarujá, que Moro afirma ter sido uma propina da empreiteira OAS.

Qualquer que seja a decisão do STF, ela terá enorme repercussão sobre as eleições, que aparecem como as mais indefinidas desde o retorno do Brasil à democracia, em 1985.

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