Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 22/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 22/08 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 22/08 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 22/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/08 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Brasil

Estação espacial chinesa de 7 toneladas pode cair no Brasil na Páscoa

media A estação espacial Tiangong-1 foi lançada ao espaço pela China em 2011. Foto mostra a nave espacial Shenzhou-9 se preparando para se conectar ao módulo Tiangong-1 em 24/06/12 Jiuquan Space Centre / AFP

Com 10,4 metros de comprimento e pesando sete toneladas, Tiangong-1 - a primeira estação espacial da China - cairá na Terra no próximo sábado (31) ou domingo (1°). Especialistas garantem que seus componentes, que atingirão uma velocidade de 27 mil km/h, se desintegrarão ao tocar a atmosfera. O Brasil está entre um dos países onde os escombros podem aterrissar.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), Tiangong-1 (Palácio Celestial) já está em queda livre e descontrolada, sendo impossível saber com exatidão onde os destroços cairão. A previsão é de que eles toquem a superfície terrestre entre os 43° de latitude norte e 43° de latitude sul - um imenso espaço que compreende do norte dos Estados Unidos e o sul da França ao sul da Argentina, Chile e Nova Zelândia. O território inteiro do Brasil faz parte desta zona. 

De acordo com o diretor do escritório de Escombros Espaciais da ESA, Holger Krag, o fenômeno também não será visível a olho nu. Com um pouco de sorte, será possível observar no céu durante alguns minutos um objeto brilhante, como uma estrela cadente, mas mais lenta.

Possibilidade de acidente é quase nula

Krag também minimiza a possibilidade de um acidente. "Depois do início das missões espaciais, 13 mil toneladas de destroços caíram sobre a Terra e não houve nenhuma vítima fatal", garante. Segundo ele, a possibilidade de que os escombros da estação caiam em uma zona habitada também são praticamente nulas.

A ESA indica que nos últimos 60 anos, cerca de seis mil objetos, como satélites e foguetes, caíram de forma imprevisível no planeta. Cerca de 90% desses resíduos pesavam mais que 100 quilos.

Segundo Stijn Lemmens, especialista em resíduos da ESA, as possibilidades de uma pessoa ser atingida por resíduos espaciais é uma em 1,2 bilhão - 10 milhões de vezes a menos do que ser atingido por um raio. "Somente uma vez um fragmento atingiu uma pessoa, mas sem feri-la", assinalou o especialista, sem dar detalhes.

China não esperava queda descontrolada de Tiangong-1

O Programa Espacial da China, que lançou a Tiangong-1 em 2011, havia programado uma aterrissagem controlada da estação, com uma queda no Oceano Pacífico, longe de qualquer zona habitada. No entanto, em março de 2016, Tiangong-1 "parou de funcionar, embora tenha mantido sua integridade estrutural", indicou a ESA.

O programa se limita a publicar diariamente em seu site oficial a trajetória descendente da estação. Já a agência espacial chinesa garante que o laboratório "queimará completamente enquanto entrar na atmosfera".

Durante seus dois anos de vida operacional, Tiangong-1 participou de duas missões com tripulação e uma sem. O objetivo do governo chinês era realizar experiências para lançar uma estação espacial permanente do país ao espaço até 2023.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.