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Brasil

Brasil é um paradoxo em termos de gestão hídrica, diz Le Figaro

media Cerimônia de abertura do 8º Fórum Mundial da Água com a presença de chefes de Estado e de governo e demais autoridades. Andre Borges/Agência Brasília

O jornal Le Figaro desta terça-feira (20) analisa as soluções ecológicas promovidas pelo 8° Fórum Mundial da Água, que acontece em Brasília. As árvores são uma alternativa ao concreto para ajudar na gestão dos recursos hídricos, afirma o título da matéria. O diário conservador também traz reportagem sobre o saneamento básico no Brasil e afirma que a gestão hídrica no país é um paradoxo.

Le Figaro explica que, durante muito tempo a, construção de infraestruturas, pesadas e caras como barragens para evitar inundações ou estações de tratamento de água, foi considerada a única maneira eficaz de gerenciar a água no mundo. O Fórum organizado pela ONU, que acontece a cada três anos reunindo os maiores especialistas do setor no mundo, apresenta em 2018 uma estratégia diferente.

Para respeitar os objetivos do desenvolvimento sustentável até 2030, pela primeira vez o evento insistirá na necessidade de " proteger e restaurar os ecossistemas ligados a água, principalmente as montanhas, florestas, regiões húmidas, rios, aquíferos e lagos. Isto é, uma solução baseada na natureza, como sugere o relatório da Unesco que orienta o Fórum.

Técnicas complementares

Isso não significa que os projetos de infraestrutura em concreto vão desaparecer, mas as duas técnicas vão se complementar. Por exemplo, em vez de ser apontada como uma grande consumidora de água, a vegetação deve ser considerada como um excelente meio para a reciclagem do produto.

Nesse sentido, Nova York, que protege as três bacias que alimentam a cidade proibindo o uso de pesticidas em seu território, é considerada uma pioneira. Os agricultores recebem uma compensação financeira e a prefeitura economiza US$ 30 milhões por ano em tratamentos caros para sanear a água, que é uma das mais potáveis dos Estados Unidos.

Outra solução seria reintroduzir jardins e árvores nas cidades no lugar de solos impermeáveis para evitar inundações. Infelizmente, essas soluções verdes vão demorar, lamenta o jornal, pois os políticos ainda preferem as infraestruturas em concreto que eles pensam trazer resultados mais imediatos. Atualmente, os investimentos em desenvolvimento sustentável dos recursos hídricos representam apenas entre 1 a 5% do total.

Saneamento básico insuficiente no Brasil

Le Figaro publica uma reportagem especial sobre o Brasil, onde o saneamento básico ainda é ineficiente. O jornal foi até a cidade de Nossa Senhora de Fátima, em Santa Catarina, que irá finalmente ganhar uma estação de tratamento de água: "um avanço importante para a saúde dos 40 mil moradores e para o meio ambiente".

A falta de saneamento básico na cidade, localizada em um dos estados mais ricos do Brasil, é considerada uma "anomalia" pelo texto. Mas infelizmente, ela não é uma exceção. Em 2012, apenas 15% de população do estado tinha rede de esgoto. Em todo o país, 61% dos lares brasileiros sofrem com a falta de saneamento básico. Diminuir esse problema exige investimentos pesados, difíceis de disponibilizar em tempos de crise, explica o texto.

O Brasil é apontado pelo Le Figaro como um paradoxo. Apesar de ter 20% das reservas hídricas do planeta, o país não escapa da crise da água, que é desigualmente dividida no território nacional. Agricultura e agropecuária intensivas, principais fontes de exportação brasileiras, são as responsáveis. Elas captam 70% da água do país, informa o jornal.

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