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Brasil

Marielle Franco do PSOL é assassinada no Rio; crime pode ser político

media Marielle Franco, vereadora do PSOL, denunciou a truculência da polícia (Foto: Divulgação/PSOL)

A vereadora do PSOL Marielle Franco foi assassinada a tiros na noite desta quarta-feira (14) no centro do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, ela voltava do evento “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, uma roda de discussão no centro da Lapa. Ela teria recebido 10 tiros, segundo testemunhas.

Em uma nota divulgada ontem, o governo federal afirmou que acompanhará a investigação do assassinato da vereadora. Segundo o texto, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmman, conversou com o interventor federal no estado, o general Walter Braga Netto.

A Polícia Federal foi colocada à disposição para investigar o caso. A vereadora era aliada do deputado estadual Marcelo Freixo, que compareceu ao local do crime, e afirmou que Marielle não era alvo de ameaças, segundo sua família. “A morte de Marielle é um crime contra a democracia, contra todos nós”, declarou. Em nota publicada hoje, o partido declara que a hipótese de crime político não pode ser descartada.

O carro de Marielle foi interceptado na rua Joaquim Palhares, no Estácio, zona norte do Rio. O motorista morreu e sua assessora de imprensa ficou ferida. Ela foi pela polícia, mas sem dar declarações. A vereadora ficou conhecida pelas denúncias contra a violência da polícia em Acari, como cita o partido em seu comunicado.

“Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação. A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta”, diz o texto.

“Não podemos descartar a hipótese de crime político, ou seja, uma execução. Marielle tinha acabado de denunciar a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari. Além disso, as características do crime com um carro emparelhando com o veículo onde estava a vereadora, efetuando muitos disparos e fugindo em seguida reforçam essa possibilidade. Por isso, exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!”, diz a nota.

Anistia Internacional pede investigação

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou uma nota “exigindo uma apuração rigorosa e imediata de assassinato da vereadora. Assim que soube do crime, o presidente da Ordem entrou em contato com a polícia, informa a instituição. Há duas semanas, Marielle assumiu a função de relatora da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a atuação das tropas na intervenção federal na área de segurança do Rio, decretada pelo presidente Michel Temer para conter a escalada da violência neste Estado.

A Anistia Internacional pede “investigação imediata e rigorosa” do assassinato de Marielle Franco. De acordo com a entidade, “não podem restar dúvidas a respeito do contexto, motivação e autoria do crime”.

Uma série de atos em homenagem à vereadora, uma das mais votadas nas eleições em 2016, estão previstos para essa quinta-feira. Nascida e criada no complexo de favelas da Maré, uma das zonas mais violentas do Rio, era graduada em Sociologia e fez mestrado em Administração Pública na Universidade Federal do Rio. Ela trabalhou como assessora do deputado do Estado do Rio e ex-candidato à prefeito Marcelo Freixo

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