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Brasil

Ex-diretor da Odebrecht confirma que financiou campanhas presidenciais no Peru

media Filial da Odebrecht no Peru está envolvida em escândalo de finaciamento de campanhas presidenciais. REUTERS/Guadalupe Pardo

O ex-chefe da empreiteira Odebrecht no Peru, Jorge Barata, declarou diante de procuradores peruanos que entregou dinheiro para as campanhas do presidente Pedro Pablo Kuczynski, da candidata Keiko Fujimori e de três ex-chefes de Estado. As revelações foram feitas nesta quinta-feira (1°) pelo o site de investigações IDL-Reporteros, que periodicamente publica informações sobre o escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira.

Ao depor na terça (27) e quarta-feira (28) em São Paulo, diante dos procuradores peruanos Germán Juárez e Domingo Pérez, Barata assinalou que a Odebrecht também contribuiu com dinheiro em 2011 para as campanhas de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016). Os cinco envolvidos negaram terem recebido dinheiro da Odebrecht, empresa que em 2016 revelou ter pago US$ 29 milhões em propinas no Peru durante vários governos.

Barata não apenas denunciou, como também deu detalhes: "Nas eleições de 2011, a Odebrecht contribuiu ou canalizou contribuições para quatro candidatos: US$ 3 milhões para Ollanta Humala; US$ 1,2 milhão para Keiko Fujimori; US$ 700 mil para Toledo; e US$ 300 mil para Kuczynski ", declarou o ex-diretor da construtora aos procuradores. Nas eleições anteriores, de 2006, a Odebrecht teria colaborado com dinheiro apenas a García, segundo Barata.

O ex-chefe da Odebrecht não deu nenhuma prova de suas alegações, mas suas declarações suscitaram reações imediatas dos interessados. “Não recebi nada de Barata e tudo será investigado para mostrar que não houve contribuição", declarou Kuczynski nesta quinta-feira ao Canal 7.

"Quero ratificar o que disse muitas vezes: não recebi dinheiro de Marcelo Odebrecht, nem de sua empresa, e que fique bem claro que tampouco do senhor Jorge Barata", assegurou Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), durante coletiva de imprensa na quarta-feira (28)."Nem a minha campanha nem o Partido Aprista receberam em 2006 qualquer doação da Odebrecht", afirmou García.

(Com informações da AFP)

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