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Brasil

Brasil é um paraíso para startups do setor financeiro, diz Les Echos

media O jornal Les Echos desta terça-feira (13) comenta o sucesso da Creditas, empresa criada há cinco anos em São Paulo pelo espanhol Sergio Furio (foto). Reprodução Les Echos.fr

A imprensa francesa desta terça-feira (13) diz que o Brasil é um paraíso para as fintechs, as startups do setor financeiro. Les Echos baseia sua afirmação no sucesso da Creditas, empresa criada há cinco anos em São Paulo pelo espanhol Sergio Furio, com o objetivo de quebrar o custo do crédito no país.

Em entrevista ao correspondente do jornal em São Paulo, Sergio Furio explica porque largou um emprego de consultor em Nova York para se lançar na aventura das fintechs. Ele lembra que quando ficou sabendo pela namorada brasileira o valor astronômico das taxas de juros que as pessoas tinham que pagar para comprar a crédito na Brasil, percebeu que podia transformar essa realidade em uma oportunidade de negócios.

Depois de fazer uma grande análise do mercado brasileiro, dominado por poucos grandes bancos, lançou a Creditas. "Antes, para ter um empréstimo, os consumidores tinham que pagar juros de até 230%. Agora, eles começam a ter escolha", afirma o empresário que garante proporcionar reduções de até 90%.

Interesse de investidores internacionais

A Creditas seduziu os investidores. Ela acabou de levantar € 42 milhões, quase R$ 200 milhões, para desenvolver suas atividades. E essa foi a terceira vez que a fintech conseguiu levantar fundos junto a investidores internacionais, entre eles o Banco Mundial, informa Les Echos.

O motivo de tanta confiança? "2017 foi um excelente ano, não só para a Creditas, mas para todo o setor das fintechs no Brasil”, aponta Sergio Furio. No ano passado, sua empresa multiplicou por sete seu volume de negócios, que atingiu cerca de R$ 250 milhões. Em três anos, vamos ser 30 vezes maiores, aposta o espanhol, que já emprega 285 pessoas. "Com as novas tecnologias, conseguimos reduzir os custos operacionais, ao contrário dos grandes bancos que ainda tentam ter agências em cada esquina. Mas os hábitos dos consumidores também evoluíram", avalia Furio.

O jornal lembra que a taxa de penetração da telefonia móvel passou de 5% a 70% da população brasileira e que as pessoas preferem, agora, usar o computador ou celular para fazer suas operações bancárias.

Número de fintechs explodiu no Brasil

O sucesso da Creditas não é isolado e várias fintechs no Brasil estão surfando nessa boa onda, escreve o diário econômico. O número de empresas do setor explodiu no Brasil nas últimas duas décadas.

O problema é que as 300 fintechs que existem hoje não são reconhecidas no país como verdadeiras instituições financeiras pelo Banco Central, salienta o artigo. Mas isso deve mudar. O BCB elabora há alguns meses uma regulamentação que deve ser aprovada em breve e que “pode representar uma verdadeira declaração de independência para essas stratups”, conclui Les Echos.

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