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Bobsled do Brasil quer ficar no Top 10 nas Olimpíadas de Inverno de PyeongChang

Bobsled do Brasil quer ficar no Top 10 nas Olimpíadas de Inverno de PyeongChang
 
Seleção Brasileira De Bobsled. Foto publicada em 13/11/17 Seleção Brasileira De Bobsled/ facebook

A delegação brasileira participará com um total de nove atletas nas Olimpíadas de Inverno de PeyongChang na Coreia do Sul. A competição tem início no dia 9 de fevereiro com o desfile de abertura dos países participantes e termina no dia 25.  

Nas modalidades de neve, a equipe mistura experiência e juventude. Jaqueline Mourão, no Ski Cross country, e Isabel Clark, no Snowboard, disputam sua quarta olimpíada, enquanto Michel Macedo e Victor Santos estreiam nos Jogos. Macedo, de 19 anos, disputa as provas de Slalom Gigante, Slalom, Super G e Super Combinado enquanto Victor se classificou para o Ski Cross Country.

Nas modalidades de gelo, o país será representado por Isadora Wiliams na patinação artística e em duas categorias de de bobsled, a 4-Man e pela primeira vez com uma dupla na 2-Man.  

Edson Bindilatti, que participa de sua quarta Olimpíada de Inverno, é piloto de bobsled e avalia que esta pode ser a melhor participação do país. Em Sochi, na Rússia, a equipe 4-Man ficou na penúltima posição entre 30 participantes.

“Estas são as Olimpíadas que estamos melhor preparados. Conseguimos ter um maior conhecimento da modalidade, dos detalhes. É uma prova de velocidade e, por milésimos de segundos, você pode perder uma medalha”, afirma.

Bicampeã da Copa América

No atual ciclo olímpico, que começou depois das Olimpíadas de Sochi, a equipe teve melhores condições de preparação oferecidas pela Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG). A equipe treinou na Inglaterra por dois anos e por mais um ano e meio com o preparador físico José Moraes, em parceria com o Núcleo de Alto-Rendimento (NAR) em São Paulo.

O resultado pode ser verificado nas últimas competições. A equipe se tornou bicampeã da Copa América e assegurou por antecipação uma vaga em PeyongChang. Segundo Bindilatti, a equipe 4-man tem como objetivo  ficar entre os 20 melhores da competição.  O grupo conseguiu comprar um bom trenó, com a mesma qualidade dos usados pelas tradicionais nações deste esporte como Estados Unidos, Canadá e Suíça, além de testar várias lâminas. “Quando está muito frio, o gelo seco é um tipo de lâmina, quando está mais calor é outra. Isso tudo faz diferença e aprendemos nos últimos anos”, explicou.

No ano passado a equipe terminou em 16º no ranking mundial, mesmo sem ter competido em todas as provas da Copa do Mundo. A Confederação privilegiou as competições no continente americano por causa dos custos menos elevados de deslocamento dos atletas e do material. Este ano, o 4-Men ficou entre os Top 20. “Nossa equipe está bem preparada. Pode ser que nas Olimpíadas você chegue ao Top 15 e mesmo Top 10. Mas também pode ficar nas últimas posições. Isso pode acontecer por alguma falha no dia, mas não por falta de preparo”, avisa.

“Sabemos que é muito difícil, vamos brigar com grandes times que têm tradição neste esporte, mas nos últimos dois anos mostramos que estamos em plena evolução”, reitera.

Pela primeira vez na história, o Brasil conseguiu se classificar na categoria 2-man. Edson Bindilatti também competirá na categoria com Edson Martins.

“Estamos vindo com uma preparação física muito boa e com um material competitivo. A expectativa é grande. Se fizermos um bom ‘push’ e a pilotagem for boa, podemos ficar entre os Top 20 nas quatro descidas, o que que seria algo inédito para o Brasil”, diz.

Treinos preparatórios na pista de competição

É a primeira vez que uma equipe brasileira de bobsled vai treinar na mesma pista onde será realizada os Jogos, comemora o piloto. Os atletas conheceram a pista em março passado, e irão realizar dois treinos livres antes da abertura dos Jogos, outros dois depois dos treinos oficiais. “Vamos ter o mesmo número de descidas que os outros países, com exceção da Coreia do Sul. Isso nos equipara um pouco mais com os adversários. Esse é mais um fator positivo para sonharmos com uma boa classificação”, afirma. 

 

Para o presidente da CBDG e chefe de missão, Matheus Figueiredo, as Olimpíadas de PyeongChang encerram um ciclo caracterizado por muitas mudanças na Confederação. Neste período, que começou a partir dos Jogos de Sochi, foi feita uma verdadeira renovação tanto de gestão e estrutura da instituição e também de equipe. Nos últimos quatro anos foi feito novo planejamento de gestão esportiva e até parcerias e treinamento de atletas, com a criação de seletivas para identificação de atleta e participação de competições internacionais nos Estados Unidos e Europa.

“O objetivo foi de chegar ao final deste ciclo olímpico com uma equipe com um nível de profissionalismo alto, comparado com as principais equipes de bobsled do mundo e com equipamentos top no mercado e preparação física de times tops no mundo. Esse objetivo conseguimos alcançar. Há muitos países que hoje nos olham com respeito e curiosidade para conhecer melhor o nosso projeto”, avalia.

“O nosso foco hoje é em alta performance. Estamos analisando os mínimos detalhes para conseguir alcançar resultados melhores. Quando falamos em detalhes, falamos de conhecimento da modalidade”, acrescenta.

Os Jogos Olímpicos têm como características quatro descidas, ao invés de duas, como em outras competições. Os times mais consistentes levam vantagem maior, segundo Figueiredo.

“Temos uma performance de Top 15, Top 20 no mundo, mas precisamos ser mais consistentes. Estamos focando em consistência para conseguir gerar o resultado que a gente acredita que pode trazer. Uma coisa é estar preparado e outra é estar psicologicamente forte no dia da competição para conseguirmos ser consistentes no que já conseguirmos desenvolver nos últimos anos em termos de performance”, diz, otimista sobre a possibilidade do bobsled do Brasil fazer história na Coreia do Sul.


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