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Ponto em comum entre Bolsonaro e Lula é a demagogia, diz Le Point

Ponto em comum entre Bolsonaro e Lula é a demagogia, diz Le Point
 
A revista semanal Le Point vê pontos negativos em comum entre o ex-presidente Lula e o depultado Jair Bolsonaro. Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil/ Filipe Araujo

O principal editorial da revista francesa Le Point aborda esta semana as eleições presidenciais de 2018 em três países relevantes na América Latina: Venezuela, México e Brasil.

Na avaliação da Le Point, o continente está envolvido em uma luta crucial entre democracia e populismo, um debate que atingiu o mundo anglo-saxão em 2016 – com o referendo favorável à saída do Reino Unido da União Europeia e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos – e a Europa no ano passado. Em 2017, a vitória de Emmanuel Macron sobre Marine Le Pen na presidencial francesa afastou temporariamente o retorno do extremismo nacionalista a um grande país europeu.

"Agora, essa onda de choque populista proveniente do Reino Unido e dos Estados Unidos ameaça a América Latina, que por sinal contribuiu bastante para sua invenção com o peronismo", observa a Le Point.

Seguindo o calendário cronológico das votações, a revista afirma que o caso venezuelano é sem esperança: "o país vai continuar sua descida ao inferno, demonstrando a cada dia que a ditadura é última etapa do socialismo", diz o texto. Apesar da hiperinflação (2.610% em 2017), da fome e da penúria generalizada, o presidente Nicolás Maduro pretende dar um novo fôlego ao chavismo com uma eleição antecipada até 30 de abril, relata a publicação.

Já o México e o Brasil, as duas maiores potências do subcontinente, enfrentam votações decisivas, mas em um clima de incerteza sem precedentes desde o retorno da democracia. O México, "primeiro alvo da guinada nacionalista, protecionista e xenófoba de Trump", irá escolher em 1° julho um novo presidente entre dois candidatos complicados: o ex-ministro das Finanças, José Antonio Meade, apoiado pelo presidente Peña Nieto, mas desgastado por acusações de corrupção, e Andres Manuel Lopez Obrador, de esquerda, favorito nas pesquisas, mas perigosamente comprometido com o nacionalismo e opositor de reformas".

Tensão no Brasil

Segundo a Le Point, o caso do Brasil é ainda mais tenso: o país emerge da pior recessão de sua história desde a década de 1930 em uma situação caótica. A crise social e política ameaça a estabilidade do país, sublinha a revista.

"O desemprego atinge 12% da população economicamente ativa, 25% dos brasileiros sobrevivem com menos de US$ 100 por mês, a violência está fora de controle – 61.619 homicídios em 2017 - e o país ainda enfrenta uma carência crônica de infraesruturas e epidemias de zika e febre amarela.»

Coroando tudo isso, o sistema político tem dirigentes totalmente desacreditados pelos escândalos de corrupção da Petrobras e da Odebrecht. «A revolta dos brasileiros diante da corrupção cria um risco real para a democracia na eleição presidencial de 2018.»

Ao analisar os dois candidatos à frente nas pesquisas – o ex-presidente Lula, "que corre o risco de se tornar inelegível" e "o ex-paraquedista Jair Bolsonaro, apoiado por 15% de eleitores que querem o retorno da ditadura", a Le Point constata que o ponto em comum entre os dois candidatos é a demagogia, a recusa do respeito ao estado de direito e à Constituição de 1988. "Os dois apostam com força no jogo das paixões coletivas", lamenta a Le Point.

Por essas razões, a democracia enfrenta um teste decisivo na América Latina, enfatiza a publicação semanal. "Ou vencerá o campo liberal representado hoje pelo Chile, a Colômbia e a Argentina, ou veremos o retorno do populismo e do culto dos homens fortes, da violência e do caos, a exemplo do que já ocorre na Venezuela", conclui a Le Point.


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