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Brasil

Mesmo com condenação, PT lança Lula como pré-candidato à Presidência

media O ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, fala com a ex-presidente Dilma Rousseff durante uma reunião com membros do Partido dos Trabalhadores (PT), que decidiu que Lula da Silva será seu candidato novamente nas eleições de 2018. REUTERS/Leonardo Benassatto

O Partido dos Trabalhadores lançou nesta quinta-feira (25) a pré-candidatura de Lula para as eleições presidenciais de outubro, empenhando todo o seu apoio ao seu líder histórico, condenado na véspera em segunda instância a 12 anos de prisão. A indicação de Lula como candidato à Presidência por enquanto é simbólica, já que as leis eleitorais apenas habilitam os partidos a inscrever seus candidatos a partir de 20 de julho.

"Estamos aqui para reafirmar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Será nosso candidato", disse a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, durante a abertura de uma reunião da executiva nacional do partido em São Paulo.

Lula, de 72 anos, chegou ao edifício da Central Única dos Trabalhadores (CUT), sede da reunião, acompanhado pela ex-presidente Dilma Rousseff, sua afilhada política destituída em 2016, no maior dos muito reveses sofridos pelo partido nos últimos anos.

Um cartaz gigante na porta definia o tom da reunião: "Em defesa da democracia e de Lula". Dentro do local os partidários se amontoavam e cantavam "Lula guerreiro do povo brasileiro".

"A decisão de ontem foi política. Obviamente que não estou feliz. Mas eu duvido que aqueles que me julgaram estão com a consciência tranquila", afirmou Lula, que trava um dos combates mais difíceis de sua vida e ostenta a contraditória posição de ser o candidato favorito e um dos que mais gera rejeição entre os brasileiros.

"Sem nenhuma arrogância, quero dizer pra vocês que quero ser candidato pra ganhar as eleições! Nada de baixar a cabeça", acrescentou o ex-dirigente sindical, que em sua infância foi engraxate e perdeu três eleições antes de vencer dois mandatos consecutivos (2003-2010).

O tribunal de apelação ratificou na quarta-feira (24) a condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e aumentou sua pena de prisão para 12 anos e um mês (em primeira instância era de nove anos e meio).

Segundo os juízes, o ex-presidente era proprietário de fato de um tríplex no Guarujá, em São Paulo, recebido da construtora OAS em troca de sua mediação para obter contratos na Petrobras.

Lula enfrenta outros seis processos judiciais, mas se declara inocente em todos e denuncia uma ofensiva judicial para impedir o retorno do PT ao poder.

A sentença aumentou a incerteza sobre o destino político imediato do país. Apesar de dispor de vários recursos para apelar a sentença, sua condenação em segunda instância pode acabar bloqueando a sua candidatura.

Mas seu partido não tem, e nem quer, um "plano B".

Até a vitória

Histriônico e com uma aparência abatida, Lula abriu seu discurso nesta quinta-feira falando sobre Jesus e criticou duramente os três juízes que ampliaram sua sentença por terem se "comportado como se fossem líderes de um partido político".

Nesse mesmo ato, a senadora Hoffmann, também acusada de corrupção, antecipou que o PT sairá às ruas e organizará greves como parte de um programa de lutas para manter a candidatura de Lula viva.

O próprio ex-presidente disse na quarta à noite durante um comício com milhares de partidários em São Paulo que está mais motivado do que nunca para buscar seu terceiro mandato, antes de se despedir com um "até a nossa vitória!".

Essa mesma linha foi seguida por Dilma.

"A perseguição política expressada na condenação impede o restabelecimento da normalidade democrática e a pacificação do país. Uma eleição que impeça o ex-presidente Lula de concorrer não terá legitimidade", assegurou em nota.

Para o sociólogo Alberto Almeida, do Instituto Análise de São Paulo, as urgências do PT projetam uma polarização dos eleitores.

"O que vem agora é uma grande divisão no país, porque há muitas pessoas que querem que Lula seja condenado e não consiga ser candidato, embora, ao mesmo tempo, esteja em primeiro nas intenções de voto. Vamos ver muita polarização e uma grande incerteza", disse.

Almeida vê chances de que a esquerda se reúna em um bloco de oposição que contraste com as muitas forças de centro direita que querem suceder o presidente Michel Temer.

"Lula tem capacidade de transferir seus votos para outro candidato de esquerda. Acho que esta eleição irá para um segundo turno entre o PT, qualquer que seja seu candidato, e o PSDB", partido de centro-direita do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

(Com informações da AFP)

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