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Brasil

Brasil e Venezuela serão os principais desafios políticos na América Latina em 2018

media Além da luta contra o protecionismo de Trump, 2018 na América Latina será marcado pela crise política no Brasil e na Venezuela REUTERS/Denis Balibouse/ Miraflores Palace/Handout/Marcos Corrêa

O Observatório Político da América Latina e do Caribe (Opalc) da Sciences Po publicou nesta quinta-feira (25) seu relatório anual sobre a situação da América Latina em 2017. Redigido por especialistas de várias universidades, o texto fala das transformações políticas recentes na região, com eleições que marcaram o início de um ciclo eleitoral determinante e crises políticas que permearam o calendário, como no Brasil e na Venezuela.

O ano passado foi marcado por uma grande atividade diplomática na América Latina. Em resposta ao protecionismo de Donald Trump, que começou seu primeiro mandato virando as costas para os vizinhos do sul, 2017 assistiu uma convergência entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, explica o presidente do, Observatório Olivier Dabène, na introdução do relatório. “A América do Sul voltou a cogitar o desenvolvimento do livre-comércio na região”, comenta o texto.

Porém, 2017 na América Latina foi principalmente um ano de mudanças políticas, pois mesmo se a região teve apenas três eleições presidenciais no Chile, Equador e Honduras, elas abriram um calendário eleitoral visto como o início de um ciclo determinante na região, com 13 pleitos (presidenciais e gerais) previstos para 2018 e 2019. Brasil e Venezuela fazem parte da lista, além de Costa Rica, Cuba, Colômbia, Paraguai e México, apenas este ano.

“Isso vai se traduzir por uma chegada ao poder de novas lideranças na região”, explica o diretor executivo do Opalc, Gaspard Estrada. No entanto, essa possível nova leva de líderes acontece em um momento delicado, afinal, “são países com economias debilitadas e com lideranças políticas muito abaladas pela impopularidade e pela corrupção. Sem esquecer a perda da confiança da sociedade nas elites políticas e econômicas da América Latina”, analisa.

Além disso, mesmo se cada país discute temas ligados a problemáticas nacionais, Estrada ressalta um ponto em comum: essas eleições acontecem em um clima de polarização política muito forte.

Inércia no Brasil e crise na Venezuela

O relatório da Opalc também chama a atenção para um contexto particularmente difícil em dois países: Brasil e Venezuela. Do lado venezuelano, “houve durante esses últimos anos uma tentativa política de mediação ou de intervenção dos vizinhos da América Latina na Venezuela, sem ter um desfecho positivo”, comenta Estrada, lembrando que o país acumula crises: econômica, com hiperinflação, política e sanitária. O assunto vai continuar no centro das discussões em 2018, garante o cientista político, lembrando que a Venezuela também terá eleições antecipadas este ano. “Mas o pleito é realizado em condições tão esdrúxulas, que é difícil se pronunciar”, desabafa.   

No caso do Brasil, o contexto é ainda mais complexo, pois apesar dos acontecimentos recentes, com denúncias de corrupção e processos envolvendo representantes de praticamente todos os partidos, o país sofre de uma inércia política antes da eleição de 2018, segundo o relatório da Opalc. Em seu capítulo sobre a situação brasileira, Olivier Dabène explica como a classe política brasileira bloqueia a evolução no país.

“Uma primeira análise intuitiva e inocente poderia levar a crer que a pressão recente ligada aos inúmeros escândalos de corrupção poderia incitar os líderes para a implementação de uma reforma política maior. No entanto, uma análise mais aprofundada nos mostra que as elites no poder conseguem resistir às mudanças e geram uma força de inércia que freia e até bloqueia qualquer tentativa de transformar as regras e as práticas políticas no país”, explica o texto.

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